Ideologia de gênero é um termo inventado por preconceituosos que não aceitam a diversidade do comportamento sexual humano.
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Ideologia de gênero por Drauzio Varela

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Ideologia de gênero é um termo inventado por preconceituosos
Que não aceitam a diversidade do comportamento sexual humano.

 

Mal começamos a entender a diversidade sexual humana, vozes medievais emergiram das catacumbas para inventar a tal “ideologia de gênero”.

Como nunca vi esse termo mencionado em artigos científicos, nem nos livros de Psicologia ou de qualquer ramo da Biologia, fico confuso.

Suponho que se refiram a algum conjunto de ideias reunidas por gente imoral, para convencer crianças e adolescentes a adotar comportamentos homossexuais.

Será que devo a heterossexualidade à inexistência dessa malfadada ideologia, nos meus tempos escolares?

 

Caso existisse, eu estaria casado com homem?

Embora disfarcem, o que esses moralistas de botequim defendem é a repressão do comportamento homossexual que, sei lá por que tormentos psicológicos, lhes causa tamanho horror.

Para contextualizar a coluna de hoje, leitor, não falarei de aspectos comportamentais ou culturais, resumirei apenas alguns fenômenos biológicos ligados à sexualidade, uma vez que a diferenciação sexual é fenômeno de altíssima complexidade, em que estão envolvidos fatores hormonais, genéticos e celulares.

Até a quinta semana de gestação, o embrião é assexuado. Só a partir da sexta semana é que as gônadas começam a se diferenciar.

Se houver desenvolvimento de ovários, eles secretarão predominantemente estrogênios; se forem testículos, a produção predominante será de testosterona.

Digo predominante, porque pelo resto da vida homens também produzirão estrogênios e, mulheres, testosterona, embora em pequenas quantidades.

 

Variações nesse delicado equilíbrio hormonal modificam os caracteres sexuais secundários, a anatomia dos genitais e o comportamento sexual.

Nos dias assustadores em que vivemos, em que os boçais se orgulham das idiotices que vomitam com ares de sabedoria, vários demagogos se apropriaram do preconceito social, para criar a tal “ideologia de gênero”, com o pretexto de defender a integridade da família brasileira.

Por outro lado, o conceito de que o sexo seria definido pela presença ou ausência do cromossomo Y é uma simplificação.

Muitas vezes, os cromossomos sexuais não se distribuem igualmente entre as células do embrião.

Da desigualdade, resultam homens com células XX em alguns órgãos e mulheres com cromossomos XY.

Talvez você não saiba, caríssima leitora, que fetos masculinos liberam células-tronco XY que cruzarão a placenta e se alojarão até no cérebro de suas mães, para sempre.

Quando a genética é levada em conta, as fronteiras sexuais ficam ainda mais nebulosas.

Há dezenas de genes envolvidos na anatomia e na fisiologia sexual.

A multiplicidade de interações entre os dominantes e os recessivos torna mais complexa a diversidade sexual existente entre homens, bem como entre mulheres, e faz surgir áreas de intersecção que tornam problemático para algumas pessoas definir sua sexualidade dentro dos limites impostos pela ordem social.

 

Como deveríamos, então, definir o sexo de cada indivíduo?

Pelo binário dos cromossomos XX e XY? Pelos genes, pelos hormônios ou pela anatomia genital? O que fazer quando essas características se contrapõem?

Segundo Eric Vilain, diretor do Centro de Biologia Baseada em Gênero, na Universidade da Califórnia: “Na falta de parâmetros biológicos, se você quiser saber o sexo de uma pessoa, o melhor é perguntar para ela.”

Esses conhecimentos passam ao largo de grande parte da população. Para muitos, a homossexualidade é uma opção de gente sem vergonha. Repetem esse absurdo porque são ignorantes, sem a menor noção das raízes biológicas e comportamentais da sexualidade.

O argumento mais elaborado que conseguem usar como justificativa, é o de que a homossexualidade não é fenômeno natural.

Outra estupidez: relações homossexuais têm sido documentadas pelos etologistas em todas as espécies de mamíferos, e até nas aves, únicos dinossauros que sobreviveram à catástrofe de 62 milhões de anos atrás.

Assim como a heterossexualidade, a homossexualidade se impõe.

Não é nem pode ser questão de escolha.

É possível controlar o comportamento, mas o desejo sexual é água morro abaixo.

 

Nos dias assustadores em que vivemos…

Em que os boçais se orgulham das idiotices que vomitam com ares de sabedoria, vários demagogos se apropriaram do preconceito social, para criar a tal “ideologia de gênero”, com o pretexto de defender a integridade da família brasileira.

Partem do princípio que assim ganharão mais votos, uma vez que os iletrados são maioria num país de baixa escolaridade, infelizmente.

Mandar recolher livros e disputar a primazia do combate a essa ideologia cretina e sem sentido, é apenas uma demonstração de arrogância preconceituosa tão a gosto dos pobres de espírito.

 

Original na página Drauzio Varela.com.br


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Schopenhauer viveu de 1788 a 1860 escreveu sua obra prima aos 30 anos, “O Mundo como Vontade e Representação”
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Mandamentos de Schopenhauer

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Schopenhauer viveu de 1788 a 1860 escreveu sua obra prima aos 30 anos,
“O Mundo como Vontade e Representação”

 

Mas não obteve sucesso na maior parte de sua vida.

Mudou para Frankfurt, onde ficou até sua morte, mas s-o obteve reconhecimento em seus últimos dias, o livro “Parerga e Paralipomena”, uma compilação de aforismos escritos de maneira cativante e popular, foi publicado.

Com sua personalidade forte e palavras amargas sobre o filósofo Hegel, ganhou antipatia no mundo acadêmico.

Schopenhauer chegou a dizer que Hegel era um “charlatão de mente obtusa, banal, nauseabundo, iletrado (…)”.

Outro motivo que provavelmente foi crucial para seu insucesso foi a audácia de abrir sua filosofia aos pensamentos orientais.

Schopenhauer foi o primeiro pensador ocidental a fazer isto, agregou ensinamentos do Budismo e do Hinduísmo em seus estudos.

Para Schopenhauer, o mundo é uma representação individual.

Em suas próprias palavras:

O mundo é a minha representação: eis uma verdade que vale para cada ser vivente e cognoscitivo, mesmo se somente o homem é capaz de acolhe-la na sua consciência reflexa e abstrata; e quando ele verdadeiramente o faz, a meditação filosófica nele penetrou”.

E a partir daí postamos estes mandamentos de Schopenhauer que mostram muito as características do seu pensamento. 

 

♦Não conte a um amigo o que seu inimigo não pode saber.
♦Considere todos os assuntos pessoais como secretos, e mantenha-se distante até de amigos próximos. Se os fatos mudarem, saber de algo, por mais inofensivo, a seu respeito será desvantagem para você
♦Metade da sabedoria consiste em não gostar nem odiar, ficar calado e não acreditar em nada é a outra metade.
♦A segurança é a mãe da desconfiança (provérbio francês, que ele endossava).
♦Esquecer os defeitos de um homem é como jogar fora dinheiro que se custou a ganhar. Devemos nos proteger da familiaridade e das amizades idiotas.
♦A única forma de um homem se manter superior aos demais é mostrar que não depende deles.
♦Desconsiderar é ganhar consideração.
♦Se temos alguém em alta consideração, devemos esconder tal fato como se fosse um crime.
♦Melhor deixar que os homens sejam como são do que acreditar no que não são.
♦Jamais devemos demonstrar raiva e ódio, a não ser nas ações. Os animais de sangue frio são os mais venenosos.

 

Originalmente na página O Pensador.


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relatos selvagens
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Relatos Selvagens, de Damián Szifrón

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As seis histórias de Relatos Selvagens evocam situações conhecidas:

 

Um grupo de pessoas com um inimigo em comum, o reencontro da vítima com o algoz, a briga no trânsito, a luta contra o sistema, o rapaz rico que atropela inocentes, a festa de casamento que se transforma em confusão.

Cada uma das partes felizmente subverte o esperado.

E, em cada uma, as personagens apelam sempre à violência, forma encontrada para resolver problemas em tempos de civilidade como propaganda.

Os créditos de abertura mostram animais.

Ainda antes, no primeiro episódio, uma bela mulher, modelo, lê uma revista com fotos de animais selvagens.

O diretor Damián Szifrón expõe espaços nos quais os bons modos dão vez à selvageria.

O que se vê são relatos, partes, momentos decisivos, atitudes extremas, mal calculado.

Para cada parte, vale ressaltar, há objetos do mundo moderno, sinais que tranquilizam e dão conforto.

Contudo, ora ou outra deixam de ser: o avião não é mais seguro, o veículo blindado não pode salvar o executivo.

O jantar, o casamento e o espaço da família não induzem mais aos rituais de uma sociedade à sombra da normalidade.

 

Nesse terreno de gente com selvageria aflorada

Sobressai-se, em momentos, mais o cálculo que o instinto.

Não são apenas animais.

O filme cresce quando se vê a elaboração da vingança, quando se passa do golpe ao pensamento, ao plano de aniquilação – para só depois ter sua execução.

São planejadas a morte dos passageiros de um avião, a morte de um mafioso por envenenamento em um restaurante, a explosão de um estacionamento de guinchos, a liberdade para o jovem criminoso que atropelou inocentes – no primeiro, segundo, quarto e quinto episódios, respectivamente.

Para Szifrón, a situação esperada é apenas o ponto de partida para a revelação dos calculistas, motor do mal neste indigerível mundo moderno.

Difícil não rir com essa comédia ácida, com seus sarcasmo e ironia: a todo o momento, o espectador é testado, o que prova sempre o poder do texto, também o da direção.

O primeiro episódio, por exemplo, tem toques de Buñuel.

Não existe para fazer sentido.

É como um desejo, uma brincadeira: lotar o avião de inimigos, pilotá-lo e colocar tudo a perder, lançando a máquina à terra.

 

Morte coletiva, catástrofe, sonho, plano perfeito

No episódio do atropelamento, o pai deseja pagar 500 mil dólares para que seu caseiro assuma a culpa do filho pela morte de uma mulher grávida – situação parecida àquela explorada no drama 3 Macacos, do turco Nuri Bilge Ceylan.

A certa altura, outros envolvidos no plano também cobram seus preços para ocultar o crime, incluindo o fiel advogado da família.

O pai e pagador percebe que o plano ficará caro demais – e até seu caseiro, homem de aparência modesta, quer cobrar um pouco mais.

Nesse caso, tudo está à venda. O animal revelado é da pior espécie: o predador que sobrevive em terno e gravata, que não aceita se despir facilmente, cuja mulher está disposta a qualquer coisa para proteger o filho criminoso.

O mais irônico é que talvez nem todo o dinheiro do mundo esteja disponível para salvar o filho inconsequente.

Após episódios incríveis e outros menos inspirados, o capítulo final é talvez o mais engraçado: a festa de casamento em que nada dá certo.

Ou na qual nada pode dar certo para que o casal encontre seu jeito de se acertar.

Em Relatos Selvagens, esse episódio destoa: seu encerramento é feito de sexo, não de violência.

Aos animais, dois traços definidores.

O público fica com os pedaços do bolo do casamento, sujeira e sangue.

 

Estresse Exaustão-emocional-é-muito-pior-que-cansaço-físico
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Exaustão emocional é muito pior que cansaço físico

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A vida nunca foi fácil, mas parece que, ultimamente,
As coisas pioraram bastante

 

Existem mais pessoas, mais lugares, mais histórias tendo que conviver juntas, mas as relações compassadamente se fragilizam.

Há mais estresse, mais horas de trabalho e isso tudo acaba exaurindo as energias de qualquer um.

A vida moderna nos obriga a passar grande parte de nosso tempo trabalhando.

 

Sob a ótica vigente, de que quanto mais se consome mais gente se é

Torna-se necessário um consumismo desenfreado, para que nos vejam como alguém que existe de fato.

Junto com o consumismo, caminha a valorização das aparências, da ostentação de grifes, tanquinhos e dentes brancos.

E haja dinheiro para poder lapidar o corpo, à imagem e semelhança do estereótipo midiático da perfeição.

Passamos a nos preocupar tanto com o que está lá fora, que acabamos nos esquecendo de ouvir o ritmo de nossa alma, de nosso coração.

A busca frenética pelo exterior de contos de fadas nos torna descuidados com os sentimentos, com a essência, com tudo o que realmente vale a pena.

 

Temos que ser bonitos, magros, felizes e ter um salário pomposo.

Temos que engolir o choro, pois fraqueza é feio.

Temos que ser fortes o tempo todo, mas isso é impossível, ou seja, sofremos todos.

Em silêncio.

 

É preciso, portanto, parar, demorar-se, ouvir o silêncio, pois é assim que conseguimos prestar atenção em nós mesmos.

É preciso estar atento aos sinais que nosso corpo manda, às vezes de forma bem discreta, para que o volume das pendências emocionais não cresça e sufoque nossa força, nossas esperanças, nossa fé.

É preciso prestar atenção nas dores do corpo, sim, mas sem negligenciar as dores de nossa alma.

 

A exaustão emocional é mais massacrante do que o cansaço físico, porque, na maioria das vezes, temos vergonha de admitir que não vamos dar conta, que não estamos aguentando, que estamos fracos.

Muitas vezes, a gente tem vergonha de chorar.

Mas não deveríamos, não poderíamos.

Como se vê, é mais fácil repousar um corpo dolorido do que acalmar uma alma exausta. 

 

Fonte: MagazinePT

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Sapiosexuais: quando você só se excita com a inteligência
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Sapiosexuais: quando você só se excita com a inteligência

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Estima-se que 8% dos adultos são sapiosexuais,
Ou seja, o fator que mais os excita sexualmente são os neurônios

 

Quem prefere e escolhe pessoas inteligentes para um relacionamento amoroso não deveria ser encarado como novidade nem tema para artigos.

Que assim seja, além de provocar certa inquietação, pode ser indicativo de que a inteligência é um bem cada vez mais escasso, menos abundante do que a beleza, o carisma ou a personalidade e, precisamente por isso, é mais valioso.

No entanto, diante da pergunta, “com quem você preferiria dormir uma noite: com alguém de alto QI ou com alguém com corpo e físico invejáveis?” Não temos muita certeza de que a maioria escolheria os neurônios.

É provável que muitos ficassem com os hormônios ou feromônios.

Na melhor das hipóteses, haverá tempo no dia seguinte para ler Byung-Chul Han.

 

Os sapiosexuais, porém, não só admiram a inteligência

Mas essa qualidade é a que mais os excita sexualmente em um potencial parceiro, acima das já tradicionais e clássicas questões estéticas, monetárias, sociais de status social ou poder.

Essa atração sempre aconteceu, mas que não havia sido batizada com nome tão pomposo. Quando muito, recebia o rótulo de que era excêntrico ou gostava dos bizarros, e em um segundo a questão estava solucionada.

Hoje, no entanto, há vários tipos de teorias para explicar esse fenômeno “raro”.

Há testes do Buzzfeed para detectar se você é sapiosexual e até um portal de encontros, o Sapio, para que os inteligentes, ou os que erotizam essa qualidade, encontrem a sua cara metade.

O psicólogo e sexólogo neozelandês John Money (1921-2006) procurou explicar por que algumas pessoas se sentem atraídas por um certo tipo de qualidade e não por outras, com sua teoria sobre o “mapa do amor”.

Este condiciona nossa atração sexual e não se trata de um mapa comum, mas um que se desenha em nossa mente e que constitui uma representação complexa de nosso amante idealizado, do que consideramos como erótico e das práticas mais estimulantes para nós.

 

Algo como a personalidade erótica

Este mapa é projetado no imaginário mental e se expressa em sonhos, fantasias e atos, e cada mapa é único, embora compartilhe características comuns com o de outros indivíduos.

Segundo Money, os mapas do amor começam a se formar desde que nascemos, com todas as informações, experiências e estímulos que recebemos.

As experiências da infância deixam uma marca no nosso mapa do amor e as negativas têm a capacidade de imprimir uma mancha que pode impedir no futuro a formação de vínculos afetivos e eróticos harmoniosos.

A história nos deixou famosos sapiosexuais, como Marilyn Monroe (talvez o papel em que Hollywood a colocou, o de loira burra, tenha feito com que ela fugisse do padrão de beleza para se refugiar na massa cinzenta).

A atriz uma vez reconheceu que Albert Einstein era o homem mais sedutor que já havia sido apresentado a ela e que não hesitou em lhe propor: “Deveríamos ter um filho juntos para que tivesse meu físico e a sua inteligência”.

John Waters aconselhava: “Se você for à casa de alguém e não houver um único livro, não durma com ele”; e o personagem de Eusebio Poncela, Dante, no filme Martín (Hache) (1997), defendia que “é preciso foder as mentes”.

 

A inteligência, a segunda qualidade mais erótica

Na verdade, somos todos um pouco sapiosexuais.

Foi o que revelou um estudo realizado por Gilles E. Gignac, professor titular da Universidade da Austrália Ocidental.

Foram entrevistados 383 adultos para se conhecer as características que mais valorizavam em seus parceiros e os resultados mostraram que a inteligência foi a segunda mais citada —depois da gentileza e compreensão—, desde que não fosse muito elevada.

Assim, descobriram que a relação entre o quociente intelectual e a atratividade é curvilínea. Ou seja, atinge o seu pico quando alcança um QI de 120, mas diminui se já é de 135.

Alguns também apontam que os sapiosexuais podem relacionar de modo inconsciente a intelectualidade do outro a uma relação mais segura e estável.

De alguma forma, associam a inteligência a uma boa tomada de decisões e a uma espécie de “seguro” para o relacionamento.

Como explica Lora Adair, professora de psicologia evolucionista da Universidade de Lyon, na revista Vice, “homens e mulheres sempre desejaram a inteligência em seus companheiros, quer se identifiquem como sapiosexuais ou não.

Isso acontece em todas as espécies, embora em animais não humanos a inteligência ou a capacidade cognitiva seja medida morfologicamente”.

Lyon dá como exemplo o macho do pássaro-cetim, que constrói ninhos intrincados adornando-os com objetos brilhantes que encontra em seu entorno para atrair as fêmeas mais seletivas.

 

“A capacidade de encontrar esses objetos excepcionais e de protegê-los de roubo ou sabotagem de outros machos pode servir como um indicador de capacidade cognitiva e de adequação genética.”

 

Se a inteligência ajudou nossos ancestrais a resolver problemas e a evoluir, não é estranho que continuemos a considerá-la uma qualidade que pode nos trazer uma vida mais tranquila, uma situação econômica melhor e até mesmo um parceiro mais saudável.

Além disso, há outro estudo, realizado pelo psicólogo evolucionista Geoffrey Miller, da Universidade do Novo México, que relaciona um alto QI com uma boa qualidade de sêmen, feito entre 400 veteranos da Guerra do Vietnã que foram submetidos a esses dois testes.

“Tradicionalmente, a ideia é que a atração sexual tem muito a ver com o físico, com o corporal, com o mental.

Mas a atração é algo mais heterogêneo e que integra muitas coisas: senso de humor, capacidade de compreensão ou a maneira de expressar o sentimento, e todas essas qualidades têm muito a ver com inteligência”, diz a psicóloga e sexóloga Gloria Arancibia Clavel.

Por isso, os sapiosexuais não costumam ser pessoas de amor à primeira vista nem de flechadas, já que descobrir se alguém é inteligente ou não leva tempo e, geralmente, seus relacionamentos começam como uma amizade para desembocar na atração sexual, à medida que o cérebro se despe.

Para este grupo, a sedução entra mais pela palavra e o ouvido, por meio de conversas ou pontos de vista interessantes, do que pela visão.

Por isso se costuma dizer que as mulheres são mais sapiosexuais que os homens.

“Na verdade, esta é uma afirmação que se conecta com as questões de gênero e os clichês que ainda definem homens e mulheres, as dificuldades de alguns homens em reconhecer uma mulher mais inteligente que eles ou a ideia, de algumas mulheres, de que para seduzir têm que se fazer um pouco de bobas ou, pelo menos, não parecer inteligentes demais”, diz Aranciba.

 

Mas, o que é inteligência?

Claro que hoje muitos tendem a confundir a inteligência com o acúmulo de dados (como a capacidade de um disco rígido), a habilidade para se vender (e, assim, os tímidos passam por tolos) e até a arrogância.

Por muitos anos essa qualidade foi relacionada com a capacidade numérica, mais do que com outras, o que me fez tocar o limite entre uma pessoa normal e uma borderline por tirar uma nota baixa em um teste que fizeram na escola para determinar o meu coeficiente intelectual.

Felizmente, não lhe dei muita importância, ao contrário de outros que se deixaram influenciar quando os resultados os rotularam de superdotados, para sua desgraça.

Hoje em dia, esses testes não são mais feitos, pois se sabe que existem muitos tipos de inteligência: a emocional, a social e até a erótica; embora todas compartilhem características comuns: o senso de humor, a empatia e, acima de tudo, a capacidade de resolver problemas em novas situações.

 

A atração pela inteligência também pode acarretar perigos, observa Gloria Arancibia

“Muita coisa acontece na observação. Passa-se da admiração à idealização da pessoa, e daí à dependência. E isso reforça ainda mais a falta de autoestima em pessoas pouco seguras de si mesmas e pode resultar no domínio daquele que se supõe mais inteligente sobre o outro.”

A erotização do neurônio desemboca também em todo um imaginário de protótipos para os sapiosexuais, em que se destacam o professor/a, os escritores, os cientistas e, sobretudo, as bibliotecárias, segundo Bix Warden em seu livro The Sexy Librarian’s Big Book of Erótica.

O bom de se sentir seduzido eroticamente pela inteligência é que esse tipo de atração não é afetado pela passagem do tempo, nem pelas rugas ou a flacidez.

Pelo contrário, ganha ao longo dos anos.

Platão já dizia que “o amor é como uma escola de graduação que começa com a beleza do corpo e depois passa para as ideias e para as pessoas que mostram uma inteligência privilegiada”.

 

Originalmente na El Pais.

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Minha depressão é uma parte da minha vida que eu tenho que administrar continuamente.Percebo isso porque ela resiste aos remédios.
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Como é viver com depressão crônica, segundo este relato íntimo

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Minha depressão é uma parte da minha vida
Que eu tenho que administrar continuamente.

 

Primeiro militar a ser reconhecido pela Justiça como torturador,Coronel Ustra é considerado herói por Jair Bolsonaro. É inadmissível homenagear a ditadura.
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5 relatos que mostram por que é inadmissível homenagear a ditadura

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Primeiro militar a ser reconhecido pela Justiça como torturador,
Coronel Brilhante Ustra é considerado herói por Jair Bolsonaro.

 

Ao justificar o voto pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) decidiu homenagear o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra.

Chefe do Destacamento de Operações Internas (DOI-Codi) de São Paulo entre 1970 a 1974, o militar foi o primeiro a ser reconhecido pela Justiça como torturador.

Em abril de 2015, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, suspendeu uma das ações penais contra Ustra.

Ela alegou ser necessário aguardar o julgamento da revisão da Lei de Anistia, pela própria Corte.

O militar morreu de câncer em 15 de outubro de 2015.

Durante depoimento na Comissão Nacional da Verdade, Ustra negou ter cometido crimes e afirmou que os militares defendiam a democracia.

 

Miriam Leitão

A jornalista Miriam Leitão foi uma das vítimas de tortura com animais, incluindo a utilização de uma jiboia pela equipe de interrogatório do DOI-CODI do I Exército, comandada pelo coronel Paulo Malhães. Ela foi colocada nua em uma sala com o animal.

 

“O homem de cabelo preto, que alguém chamou de Dr. Pablo, voltou trazendo uma cobra grande, assustadora, que ele botou no chão da sala, e antes que eu a visse direito apagaram a luz, saíram e me deixaram ali, sozinha com a cobra. Eu não conseguia ver nada, estava tudo escuro, mas sabia que a cobra estava lá. A única coisa que lembrei naquele momento de pavor é que cobra é atraída pelo movimento. Então, fiquei estática, silenciosa, mal respirando, tremendo. Era dezembro, um verão quente em Vitória, mas eu tremia toda. Não era de frio. Era um tremor que vem de dentro. Ainda agora, quando falo nisso, o tremor volta. Tinha medo da cobra que não via, mas que era minha única companhia naquela sala sinistra. A escuridão, o longo tempo de espera, ficar de pé sem recostar em nada, tudo aumentava o sofrimento. Meu corpo doía.”

 

Gilberto Natalini

Gilberto Natalini era médico, com orientação política à esquerda, apesar de sem filiação político-partidária.

Ficou surdo em em razão dos choques que sofreu.

Ele virou alvo dos militares por ser leitor do jornal da Molipo (Movimento de Libertação Popular).

 

“Pegaram-me e me jogaram para dentro do carro e me levaram para a rua Tutoia do DOI-CODI.(…) Então me levaram pra lá, me puseram na sala para me interrogar, (…) inclusive pelo coronel Ustra, ele me interrogou várias vezes, na sala, e a sala era muito pequena e escura, tinha umas lâmpadas assim no rosto da gente, então me torturaram nesse momento fisicamente, eu fui bastante pressionado psicologicamente, ameaçado de todas as formas pra dizer como é que eu tinha o contato com esse jornal.”

 

Dilma Rousseff

Em 2001, a presidente Dilma Rousseff contou detalhes de sessões de tortura às quais foi submetida quando presa em 1970. Ela foi colocada no pau de arara, tomou choques elétricos, apanhou de palmatória e foi submetida a socos.

 

“Uma das coisas que me aconteceu naquela época é que meu dente começou a cair e só foi derrubado posteriormente pela Oban (Operação Bandeirante). Minha arcada girou para outro lado, me causando problemas até hoje, problemas no osso do suporte do dente. Me deram um soco e o dente deslocou-se e apodreceu. Tomava de vez em quando Novalgina em gotas para passar a dor. Só mais tarde, quando voltei para São Paulo, o (capitão Benoni de Arruda) Albernaz completou o serviço com um soco arrancando o dente.”

 

Amelinha

Integrante da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, Maria Amélia de Almeida Teles teve os filhos raptados depois de ser presa com o marido, César, em dezembro de 1972.

 

“Tive os meus filhos sequestrados e levados para sala de tortura, na Operação Bandeirante. A Janaina com cinco anos e o Edson, com quatro anos de idade. […] Inclusive, eu sofri uma violência, ou várias violências sexuais. Toda nossa tortura era feita [com] as mulheres nuas. Os homens também. Os homens também ficavam nus, com vários homens dentro da sala, levando choques pelo corpo todo. Inclusive na vagina, no ânus, nos mamilos, nos ouvidos. E os meus filhos me viram dessa forma. Eu urinada, com fezes. Enfim, o meu filho chegou para mim e disse: “Mãe, por que você ficou azul e o pai ficou verde?”. O pai estava saindo do estado de coma e eu estava azul de tanto… Aí que eu me dei conta: de tantos hematomas no corpo.”

 

Ana Rosa Kucinski

Militante da Ação Libertadora Nacional, Ana Rosa Kucinski Silva desapareceu com o marido, Wilson, em 22 de abril de 1974, nas proximidades da praça da República, em São Paulo, onde os dois haviam combinado de almoçar

Em depoimento à Comissão Nacional da Verdade, o ex-delegado Cláudio Guerra, relatou episódios de tortura.

 

“Ela estava em Petrópolis e ela foi muito torturada. Ela estava visivelmente… havia sido violentada. Com os órgãos genitais cheios de sangue e a roupa toda cheia de sangue.

 

Guera foi responsável pelo transporte, no porta-malas de seu carro, dos corpos de Ana Rosa e Wilson, da Casa da Morte até a Usina Cambahyba, onde teriam sido incinerados.

 

Originalmente na página Huff Post Brasil.


E para você basta?
O casal de aposentados que trocou a cadeira na varanda pela volta ao mundo
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O casal de aposentados que trocou a cadeira na varanda pela volta ao mundo

Tempo de leitura: 3 minutos
Os norte-americanos largaram tudo para conhecer o mundo
E agora comemoram suas mil noites fora de casa

 

Debbie e Michael Campbell, de 61 e 71 anos, deixaram Seattle (EUA) há quatro anos para percorrer o mundo.

Alugaram e depois venderam a casa, o carro, o barco e deixaram em um depósito tudo que não cabia na mala.

Desde então, percorreram 68 países e 200 cidades, pegaram cerca de uma centena de voos e dormiram em quase 150 casas alugadas pela plataforma de hospedagem online Airbnb.

Michael, que se define um fanático por números, tem tudo registrado em seu blog.

E enquanto na Espanha cresce a polêmica sobre o impacto do mercado do aluguel sobre o turismo, os Campbell comemoraram há duas semanas suas mil noites fora de casa.

 

Quando estávamos perto de nos aposentar, Debbie me disse que ainda nos faltava viver uma aventura”, conta Michael – ex-executivo e consultor de marketing – por telefone de Fontainebleau, perto de Paris. Foi sua filha quem sugeriu que viajassem.

O casal fez uma lista de 36 países que queriam visitar e a colocou na geladeira de sua cozinha.

Michael calculou diversos orçamentos até perceber que dar a volta ao mundo com uma despesa diária de uns 90 dólares (quase 300 reais) custaria quase o mesmo que ficar sentados em sua varanda.

De início, a ideia era viajar seis meses, mas o périplo já se estende por mais de dois anos e meio.

 

O país favorito dos dois é a Croácia, para onde voltaram várias vezes durante a viagem.

Recordam admirados sua viagem a Ruanda, onde chegaram com as malas bem arrumadas e contam que só se sentiram ameaçados em Johannesburgo.

Nestes anos dizem ter encontrado só pequenos problemas: um trem errado para ir a Girona, um anfitrião que os fez esperar um dia inteiro…

Os Campbell são entusiastas do Airbnb.

“Não sabíamos o que era”, confessa Debbie ao contar que se sentem mais nômades que turistas e que a plataforma lhes permitiu encontrar lugares baratos e confortáveis.

Debbie, ex-designer gráfica e diretora de arte, prefere hospedar-se em uma residência porque pode cozinhar e evitar comer fora.

 

Como usuários-estrela da plataforma, os Campbell foram convidados a falar de sua experiência em uma das conferências que o Airbnb organizou em 2015 em Paris.

Ali foram distribuídos exemplares de Your Keys, Our Home (Suas Chaves, Nossa Casa), o livro onde contam seus vivências, escrito há um ano.

“Se nos deram dinheiro? Na verdade foi o contrário”, diz Debbie.

Com seus sorrisos amáveis, Michael e Debbie se tornaram o rosto de um fenômeno que não para de gerar polêmica em lugares como a Espanha, onde o turismo é a maior indústria do país, ou os EUA, onde se começa a estudar o efeito do aluguel turístico no mercado habitacional.

 

O site independente Inside Airbnb calcula, por exemplo, que em Barcelona a plataforma anuncia mais de 17.000 alojamentos – metade dos quais são apartamentos ou casas que se alugam inteiros –, e estima que cada um está ocupado durante cerca de cem noites por ano.

Esses dados se destacam também na análise do uso da plataforma em Madri, onde menos de metade dos alojamentos corresponde a quartos em apartamentos compartilhados.

Esses dados servem para medir o efeito das plataformas na rentabilização do aluguel de pequenas estadias em relação às de longa duração.

 

No início deste mês o jornal The Guardian publicava o desabafo de uma anfitriã de Los Angeles:

A mulher, divorciada e com uma filha, contava que sublocar parte de sua casa a ajudava a pagar o aluguel e acabava se perguntando se a principal razão do alto valor de seu aluguel era o Airbnb.

Debbie e Michael contam que costumam ter boas relações com seus anfitriões.

“Em muitos casos se tornaram amigos”, diz Michael, que se lembra com muito carinho de Enrique, que alugou um apartamento para eles no bairro de Malasaña, em Madri.

 

Michael adora assistir a partidas de futebol e anotou todos os times que viu: Real Madrid, Atlético de Madrid, Espanyol, Barça…

Em Madri, os Campbell comemoraram o dia de Ação de Graças.

“Queria cozinhar o peru tradicional, mas não encontrava os ingredientes”.

No supermercado encontrei uma pessoa que nos convidou a comemorar em sua casa”, recorda com carinho Debbie.

Daqui a duas semanas viajarão para Seattle, aonde voltaram um punhado de vezes e se hospedaram na casa de amigos.

Três de seus quatro filhos moram nos Estados Unidos e, no entanto, pretendem viajar de novo no início de 2018.

“Vamos continuar enquanto estivermos bem e tivermos dinheiro”.

Acrescenta Michael ao confessar que outro projeto espera por eles nos Estados Unidos: ser bolsistas durante três meses no quartel-general do Airbnb em San Francisco.

Debbie diz que foi ideia dela.

A empresa já tem pronto um plano para os novos colaborado, entretanto o casal ainda não sabe quais serão suas tarefas.

Segundo consta, estão aposentados há quatro anos.

 
Originalmente no El Pais.

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O homem tornou a terra um inferno para os animais
Fundindo a Cuca

O homem tornou a terra um inferno para os animais

Tempo de leitura: 3 minutos
O filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860)
disse certa vez:
“O homem fez da terra o inferno dos animais”.

 

A verdade é que, desde a antiguidade, o homem sempre foi cruel com outros seres vivos, gerando sofrimento, longe de sentir qualquer empatia por suas vítimas, como se esses seres não possuíssem quaisquer tipos de sentimentos.

 

Um antigo inferno

Apesar de ser obrigado a se conter na sua insensibilidade, em função de novas leis que se criam de tempos em tempos com o propósito de proteger os animais, muita crueldade ainda é hoje praticada contra esses seres; umas tantas disfarçadas de tradição, como é o caso das touradas, rodeios e outras festas do gênero.

O uso de cães durante as guerras atingiu limites quase intoleráveis ​​com o uso de cães-bomba.

O método consistia em fazer com que esses animais só se alimentassem debaixo de tanques.

O que, evidentemente, criava neles a expectativa de que em qualquer uma dessas geringonças de guerra havia comida embaixo delas.

Pronto, restava apenas deixá-los com fome por um longo período e em seguida soltá-los para que fossem procurar o que comer embaixo dos tanques do inimigo, levando atado aos seus corpos um artefato de bombas que era detonado no momento certo.

 

Espetáculos atrozes

O uso de animais para vários shows, legais e não, é um tema bastante controverso.

Além do fato de que muitos defendem o aspecto cultural ligado à tradição de alguns desses eventos, é difícil sustentar a posição daqueles que vão às arenas para observar satisfeitos que os pobres touros, em condições inferiores, são forçados a sofrer o pior maus-tratos antes de ser morto por algum covarde nos circos.

Mesmo que o número de lugares que proíbem o uso de animais para este tipo de exposição esteja em constante crescimento.

É bom nunca esquecer a terrível punição que atinge as criaturas que são retiradas de seu habitat natural.

E são forçadas a realizar provas e aventuras por a diversão dos seres humanos, que têm a culpa por pagar a taxa de entrada para aplaudir esses “feitos”.

As rodadas de apostas ilegais e clandestinas, rinhas de galos e briga de cães.

Aqueles entre os cães, continuam a ser manifestações do nível de aberração que a alma do homem pode alcançar.

 

Animais como cobaias

É verdade que, graças a esses experimentos, a humanidade fez grandes progressos no tratamento de várias doenças, mas é preciso muita coragem para introduzir alguns vírus e bactérias em uma criatura inocente.

E a situação fica ainda pior quando os experimentos são feitos em laboratórios de cosméticos.

Para nos dar peles humanas sem rugas ou cabelos perfeitos, milhares de animais tiveram que testar produtos para chegar à fórmula perfeita.

Imagine todas as tentativas fracassadas.

Sem mencionar aqueles que consideraram um grande objetivo enviar cães ou macacos para o espaço e não fazê-los voltar atrás.

 

“O amor pelos animais está intimamente associado à bondade de caráter,
E podemos dizer com segurança que aqueles que são cruéis aos animais não podem ser bons homens.”
-Arthur Schopenhauer-

 

O homem criou o inferno para os animais

Poderíamos continuar a lista até o infinito.

Abaixo deixamos apenas uma lista de outras formas pelas quais o homem faz da terra um inferno para os animais, causando a extinção de espécies inteiras.

• Destruição de habitats naturais.

• Tráfico de espécies exóticas.

• Caça indiscriminada ou esportiva.

• Maus tratos domésticos ou de rua.

• Condições de vida insustentáveis nas explorações agrícolas.

• Carnificina cruel para obter peles, carnes e presas.

• Exploração como “bestas” para o carregamento e transporte de mercadorias.

• Prisão em zoológicos.

 

Educar para o amor e o respeito por todos os seres vivos

Fazer uma lista com todos os detalhes relacionados a essas práticas pode ser insuportável.

Para quem quiser, a internet está repleta de imagens e vídeos voltados para a conscientização sobre o abuso de animais.

Enquanto isso, tente evitar criar seus filhos na realidade, onde as diferentes formas de crueldade contra essas criaturas sejam aceitas ou naturalizada:

Não deixe que seus filhos corram o risco de desenvolver uma tendência para esse tipo de comportamento.

Espalhar a consciência sobre as diferentes formas de abuso sofridas pelos animais e contribuir para o respeito de seus direitos pode parecer uma tarefa desafiadora.

Mas vale à pena não desistir.

 

Originalmente na página Pensar Contemporâneo.

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