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Nada disso é meu

Nada disso é meu

  Nada disso é meu. Como sou, o que faço e como reajo são características minhas. Estão por aqui e habitam minha maneira de ser. São hábito e desconhecimento em agir de alguma maneira diferente. Mas não são meus. Nem sei se possuo algo que possa chamar de meu. Descartes dizia que o motor do

Tempo de Leitura: 2 minutos

 

Nada disso é meu.

Como sou, o que faço e como reajo são características minhas.

Estão por aqui e habitam minha maneira de ser.

São hábito e desconhecimento em agir de alguma maneira diferente.

Mas não são meus.

Nem sei se possuo algo que possa chamar de meu.

Descartes dizia que o motor do conhecimento é a dúvida.

A ciência é fundada na dúvida, na ansiedade em nos descobrir, no se compreender mais e mais, mesmo sabendo que a cada escavação vamos nos desdobrar em mais questões, que gerarão outras descobertas e mais questionamentos.

A existência humana se baseia em dúvidas ou temos algo concreto além de direcionamentos que por mais que sejam probatórios, ainda assim só podem ser tachadas de teorias?

Baseado que em toda nossa existência, estivemos cercados pela dúvida e pela ânsia em saber mais, em nos entender e tentar compreender porque existimos.

Lógico que esta vontade não foi compartilhada por toda companhia que aqui tivemos.

Por hora, muitos foram censurados, subjugados, excluídos e segredados.

Os poucos que mantiveram esta chama acesa o fizeram sabendo que passariam o cajado para a próxima geração e que nada teriam de certeza além do limite a que sua existência foi lhe imposta.

Após as primeiras descobertas, o homem (sim, com letra minúscula) foi alvejado pelo hábito incessante de achar que podia ter alguma certeza e toda vez que ele achava alguma resposta, mais ele entrava na direção de novos questionamentos.

Mas sempre caímos no erro de achar que dominamos determinada época, mesmo depois de aprender que nosso planeta está em constante evolução e que nós também deveríamos estar.

Há ainda as dúvidas sobre o amor, sobre comportamentos, sobre a morte, sobre o amanhã, do que escrever, do porquê nos perpetuar e até do simples existir, afinal por que estamos aqui?

Nada disso é meu. Não sou dono de nenhuma certeza absoluta.

De tudo duvido. Do que me cerca, me absorve e do que me envolve.

Tentativa e erro.

Entendi que nem sempre o que enxergamos é o que de fato definimos como realidade.

E você já conseguiu enxergar além do que seus olhos mostram?

 


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