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Tempo de Leitura: 2 minutos

Fragmentado

Fragmentado

Por várias vezes me distraio comigo mesmo e nestes lapsos em que fujo da razão me esqueço das cicatrizes e das suturas. Mesmo que curtos, eles têm sido cada vez mais frequentes, ainda que prefira ser assim 24 horas por dia. Vivendo por dentro destes lapsos. Mas por decisão, sabe-se lá de quem, sou obrigado a

Tempo de Leitura: 2 minutos

Por várias vezes me distraio comigo mesmo e nestes lapsos em que fujo da razão me esqueço das cicatrizes e das suturas.

Mesmo que curtos, eles têm sido cada vez mais frequentes, ainda que prefira ser assim 24 horas por dia.

Vivendo por dentro destes lapsos.

Mas por decisão, sabe-se lá de quem, sou obrigado a seguir uma rotina que a todo custo procuro me acostumar.

Quero viajar, ter o prazer de sentir ventos novos no mesmo rosto velho, sentir a ansiedade por receber as malas no aeroporto de destino, de sentir o novo a cada porta aberta, de me adaptar a cada travesseiro de hotel e de ver e rever as poucas fotos tiradas durante a viagem até não saber mais escolher quais vão ser realmente impressas e ficar expostas na minha sala de estar.

De não ter um trabalho, mas sim um prazer remunerado.

De andar sem me preocupar e de poder bater pernas sem olhar para o relógio.

E de viver calma e serenamente.

Talvez seja apenas o novo.

O prazer pelo novo, ou mesmo perceber o prazer pelo prazer.

Puro e simples e sem as reticências que insistimos em carregar quando não compreendemos o presente ou quando temos algum receio do futuro.

Neste ato de falsa liberdade desato os nós que me prenderam por tanto tempo.

Desamarro também os cadarços para me induzir ao tombo apenas por ter a necessidade de sentir, mais uma vez, o gostinho da escalada.

E a cada vez que me levanto me fortifico num sentido contrário ao esgotamento habitualmente sentido.

O novo se torna usual com mais velocidade, talvez para compensar o longo tempo em que o velho era o único e o novo sequer tinha espaço no bolso do meu casaco.

De onde estou, de leve, posso me imaginar sentindo o vento no rosto que citei no começo do texto e isso pode me dizer duas coisas.

Que calmamente saio do meu transe e que mesmo assim não abandono aquilo que desejo.

 


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