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Vestido com meu amarrotado terno negro

Vestido com meu amarrotado terno negro

Meu já antigo e insistente pessimismo é o meu amarrotado terno negro. Aquele que só indo ao lixo para ser trocado por outro de cores berrantes. Um dia, quem sabe.   Não saberia hoje determinar a origem do que produzo. Apenas escrevo e perpetuo meu pensamento na esperança de que alguém, algum dia, em algum

Tempo de Leitura: < 1 minuto

Meu já antigo e insistente pessimismo é o meu amarrotado terno negro.

Aquele que só indo ao lixo para ser trocado por outro de cores berrantes.

Um dia, quem sabe.

 

Não saberia hoje determinar a origem do que produzo.

Apenas escrevo e perpetuo meu pensamento na esperança de que alguém, algum dia, em algum lugar se identifique com ele e pense:

“Não sou o único!”.

O par de asas criado a partir de várias ideias isoladas designa o quão longe se pode ir e sem nunca pensar na viagem de volta.

Se isso tudo é verdade ou não, cabe apenas ao escritor saber.

E cabe somente ao leitor interpretar e seguir na proa desta viagem.

Viagem esta que muitas vezes é feita na velocidade de um caça supersônico.

E em outros na calmaria reinante de uma jangada.

Mesmo assim observo que o ponto final tem sido meu amigo, ainda que em momentos difíceis o costume trocar por vírgulas infindáveis.

Ao tentar abrir estas portas que sei que estão por aqui em algum lugar, descem cascatas de raciocínios infundados e contraditórias constatações.

Mas como também disse certa vez José Castello:

 

“A literatura surge do luto, do buraco existente nas nossas emoções”.

 

E este terno negro nunca voltará ao guarda roupas.

 

Foto por: Purple Pic.


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