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Cano de descarga

Cano de descarga

O que leva uma pessoa a se expor publicando seus escritos como se fosse um cano de descarga?   Talvez a quase asfixiante necessidade de aprovação? Pessoas resolvidas? Não mesmo. Talvez seja o prazer, quase envergonhado, de saber que possa realmente se fazer entender através de algum meio. Muitas vezes ele se esconde nas palavras.

Tempo de Leitura: 2 minutos

O que leva uma pessoa a se expor publicando seus escritos como se fosse um cano de descarga?

 

Talvez a quase asfixiante necessidade de aprovação?

Pessoas resolvidas?

Não mesmo.

Talvez seja o prazer, quase envergonhado, de saber que possa realmente se fazer entender através de algum meio.

Muitas vezes ele se esconde nas palavras.

Compreendê-los?

Pouco provável que seja feito na totalidade. Levemos em consideração que nem sempre o escritor, seja ele de prosa ou poesia queira se fazer entender. E nesse caso me enquadro.

Na verdade só não sei se poderia me considerar um escritor.

Afinal, qualquer um pode se auto intitular escritor, não?

Porém o que fazer para ser considerado um?

Ou mesmo se sentir um?

O que fazer?

Somente os que ganham a vida desta maneira têm este direito?

E os tantos milhares que aprimoram seus pensamentos no silêncio de suas casas ou em algum canto obscuro de seus raciocínios?

Não podem ser considerados escritores?

Será que ainda seguimos quietamente o modelo defendido por Schopenhauer que dizia que apenas uns poucos deveriam ter esta incumbência e ter o direito a usar tal designação?

Não defendo a má literatura, como Schopenhauer mesmo a combatia ferrenhamente, apenas defendo a possibilidade do público escolher o que deseja ler.

Apenas defendo o direito de escolha. 


Schopenhauer

 

Para ultrapassar a barreira quase intransponível criada pelos ditos profissionais do assunto é preciso ter paciência.

Para fazer parte deste “clube” é preciso muito mais que paciência e tenho sérias dúvidas se a tenho em suficiência.

E talvez não tenha nenhum dos outros possíveis requisitos.

Sobrenome certamente não.

Escrevo para mim primeiramente, como se a escrita fosse um cano de descarga em que excluo e divido com o leitor todas as minhas dúvidas, receios, convicções e tormentas.

Como Sebastião Nunes, prefiro me manter à margem disso tudo e apenas escrever.

E escrever.

 


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Fabio Pires
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