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A crônica-desabafo da chuvarada

A crônica-desabafo da chuvarada

Me perdoem amigos, mas esta será mais uma crônica-desabafo Do que uma crônica em si   Eu só queria assistir ao jogo de futebol do que time que torço num bar com meus amigos. Só isso. Ah! E beber minha cerveja celebrando o final das folgas de carnaval e de preferência com a vitória do

Tempo de Leitura: 2 minutos

Me perdoem amigos, mas esta será mais uma crônica-desabafo

Do que uma crônica em si

 

Eu só queria assistir ao jogo de futebol do que time que torço num bar com meus amigos.

Só isso.

Ah! E beber minha cerveja celebrando o final das folgas de carnaval e de preferência com a vitória do meu Vasco.

Nem deu para comemorar direito.

Afinal eu, infelizmente, estava na rua no momento dessa chuva toda na última quarta-feira e por incrível que pareça ouvi a seguinte pergunta:

 

“Que diabos você fazia na rua?”

 


Resposta direta e sem nenhuma paciência:

“Não tenho o direito de sair de casa quando achar que devo? O culpado é de quem usufrui do seu direito de ir e vir (sim, este direito não é gratuito)?”


 

Ou  se o dispositivo Alerta Rio da Prefeitura, que funcionava muito bem até o fim do ano passado, nos avisasse com a antecedência que costumava fazer certamente eu teria me recolhido ou nem saído de casa.

Mas não, este dispositivo só nos avisou às 00:35h, ou seja quando a chuva e os ventos fortes já tinha alagado várias ruas do bairro que moro e certamente da cidade toda.

Sei que uma chuva como essa não é comum e dificilmente sairíamos ilesos das consequências, mas a maneira como a prefeitura do Rio de Janeiro está tratando a população após o ocorrido é inacreditável.

E nisso incluo a Comlurb e a Light, que por mais que esta última seja privada serve (ou deveria) servir a população diretamente.

Ainda estamos sem energia elétrica na Ilha do Governador (Já são 65 horas) e em alguns outros lugares sem água potável e gás encanado.

E pior, não temos nem previsão de retorno.

Só o do retorno do nosso prefeito que está passeando pela Europa (tá frio pra chuchu aí?) com a desculpa de viagem oficial já desmentida.

 

Somos governados por quem detesta ficar na cidade que governa.

Vocês já se sentiram abandonados pelo poder público?

Aposto que sim. Pois é assim que me sinto.

E pior, sem nenhuma perspectiva de melhora.

E realmente não sei como ainda não nos revoltamos com o Estado que deveria nos prover tendo em vista o tanto que nos achacam nos impostos.

Estamos nas mãos de quem nos ignora.

E alguns ainda brigam por eles.

Os defendem como se fossem das suas famílias.

Cansa repetir mas nunca se esqueçam que o Estado em todas as suas camadas é o nosso maior inimigo.

Ah! Ainda estamos no escuro.

 


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Fabio Pires
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