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A importância de ficar em silêncio

A importância de ficar em silêncio

Há alguns anos venho preferindo o silêncio ao tumulto. Mesmo que essa afirmação soe estranho visto que trabalho com música e em ambientes “barulhentos”. Porém quando consigo ficar em silêncio, de preferência sozinho em casa, percebo com mais nitidez meus raciocínios mais distantes. Observo melhor o que me rodeia. Observo o “agora” que venho tanto

Tempo de Leitura: 2 minutos

Há alguns anos venho preferindo o silêncio ao tumulto.

Mesmo que essa afirmação soe estranho visto que trabalho com música e em ambientes “barulhentos”.
Porém quando consigo ficar em silêncio, de preferência sozinho em casa, percebo com mais nitidez meus raciocínios mais distantes.
Observo melhor o que me rodeia. Observo o “agora” que venho tanto tentando observar.

E como resultado descubro minhas preferências, amplio ângulos de compreensão que poucas vezes tinha identificado.
Meio doido, né?
Mas é assim que funciona quando saímos um pouco do ritmo enlouquecido do que chamamos de “vida”.
Conseguimos ver mais nitidamente o que nos rodeia.

Esta percepção que tenho dos efeitos do silêncio em mim não difere muito das ideias do filósofo francês Le Breton em seu livro: El silencioElogio del caminar e Desaparecer de sí, sendo que ele acrescenta que silenciar é uma forma de resistência.
Resistência por ser uma maneira de nos defender de todo tipo de desvio de atenção que nossos dispositivos eletrônicos atuais nos induzem.
E que nos deixamos conduzir como tentativa de dar sentido ou de completar alguns vazios que carregamos e que muitas vezes preferimos manter escondidos.

Afinal de contas, quem resiste a uma olhadinha em alguma rede social?

Vou além, já pensou sobre o excesso de informações que agregamos todo dia e que curiosamente este conhecimento em sua maioria é vago, fútil ou/e negativo?
Neste caso percebo que silenciar me deixa mais apto a me conhecer melhor e que me distanciar de ruídos me aproxima de mim mesmo.

Você já tentou ficar um dia inteiro sem acessar seu Facebook ou sem celular?
Ou mesmo deixar de dar aquela olhadinha a cada aviso no celular de e-mail recebido, mensagem de Whatsapp ou de curtidas no Instagram?
Sim, um dia inteiro. Já tentou?

Eu consegui uma única vez e como resultado percebi minha produtividade triplicar tanto quanto percebi minha concentração voltar a um nível razoável.
As primeiras horas são as mais difíceis tendo em conta o vício de puxar o celular a qualquer aviso.
No meu caso deixá-lo desligado foi a saída.
E em outro cômodo. Em uma caixa com cadeado. Brincadeira.

Radicalizei mesmo.

E daí me percebi lendo umas 50 páginas de um livro sem me distrair e observando detalhes que não conseguia perceber antes.
Terminei de escrever alguns textos que tinha muita dificuldade em finalizar, chegando a um nível de concentração que não me recordava ter.
Esta minha experiência foi amplamente positiva apesar do questionamento posterior de conhecidos estranhando minha ausência.
E da família também.

Faz parte.

O filósofo defende a meditação como uma forma de nos encontrar com nós mesmos e daí termos um espaço de reflexão diária.
Eu poderia humildemente complementar dizendo que ficar em silêncio é o momento de fazermos nossa própria sessão de terapia.
De olharmos para dentro e como resultado tentarmos entender o que estamos fazendo conosco.
De tentarmos entender o que fazemos por aqui e consequentemente de sermos quem somos sem máscara ou sem personagens.
E que dentro de nós temos muitos pensamentos que não falamos nem mesmo na terapia.
Calados por esse turbilhão de informações que amontoamos e descartamos a cada minuto.
Descobrir esse alguém que muitas vezes pode nos assustar.
Nós mesmos.


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