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Enquanto aguardo a saideira

Enquanto aguardo a saideira

Enquanto aguardo a minha obrigatória saideira, Alguns raciocínios e pensamentos batem ponto na minha cabeça. Provável que eles apareçam como um tardio resultado da maior circulação do álcool e que consequentemente escancarem determinadas portas. E naturalmente o raso e inócuo “Quem sou eu?” aparece de mansinho. O que em si é sempre muito superficial, vazio e

Tempo de Leitura: < 1 minuto

Enquanto aguardo a minha obrigatória saideira,

Alguns raciocínios e pensamentos batem ponto na minha cabeça.

Provável que eles apareçam como um tardio resultado da maior circulação do álcool e que consequentemente escancarem determinadas portas.

E naturalmente o raso e inócuo “Quem sou eu?” aparece de mansinho.

O que em si é sempre muito superficial, vazio e desprovido de direção comparado ao que carregamos diariamente e que na realidade muitos de nós nem mesmo percebe ou se dá ao trabalho de pensar.

Mesmo que eu me julgasse apto a obter alguma resposta já saberia de antemão que ela nunca bate à porta de ninguém.

E como resultado me mantenho emburrado em minha frustração e eventualmente monto acampamento para nunca mais sair dali.

Provavelmente é nesta correria que muitas (tentativas de respostas) se perdem ou nem mesmo são percebidos.

Outras não, estas com naturalidade viram determinações e planos.

Ou seriam apenas sonhos e histórias?

Ao que tudo indica, esta busca nunca cessa e consequentemente me leva a acreditar que tudo um dia será nada e esse nada será o tudo que tanto procuramos e nunca achamos.

Entendeu?

Não?

Acho que nem eu.

Maldita saideira que nunca acaba.

Imagem por: Unsplash.


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