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O inferno visto da janela – Parte 3

O inferno visto da janela – Parte 3

Continuando Quando acordei o cenário era bem diferente. Eu estava acomodado em um confortável quarto com uma luz bem mais aprazível do que aquela que me cegava anteriormente. Assim como as vozes desesperadas não estavam mais ali da forma amedrontadora que estavam antes. Sendo que agora o que me incomodava agora era o silêncio. O

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Continuando

Quando acordei o cenário era bem diferente.

Eu estava acomodado em um confortável quarto com uma luz bem mais aprazível do que aquela que me cegava anteriormente.

Assim como as vozes desesperadas não estavam mais ali da forma amedrontadora que estavam antes.

Sendo que agora o que me incomodava agora era o silêncio.

O curioso é que não percebia minha mãe por perto, justamente ela que parecia a mais desesperada naquele momento.

Aquela cadeira estava vazia.

Este momento sozinho me deu chance de tentar entender por mim mesmo o que tinha ocorrido embora apenas alguns flashes aparecessem.

Me recordava da felicidade que eu estava sentindo mesmo que não conseguisse me lembrar da razão de estar feliz.

 

Droga! Não me lembro de nada!

Estava feliz por alguma conquista ou era apenas mais um episódio de felicidade gratuita? Agora, ali deitado e imóvel estava particularmente feliz apenas por abrir os olhos.

Alongando o primeiro plano da parede perfeitamente branca, eu agora conseguia enxergar minhas duas pernas engessadas.

Penduradas por fios, perfeitamente brancas como as paredes deste quarto e com uma espécie de espetos de metal saindo delas.

Finalmente pude entender todo o desespero de minha mãe.

 

Escuto alguém abrindo a porta do quarto e me deparo com uma senhora bem simpática de uns 50 anos que vinha com uma bandeja de medicamentos, boa parte injetáveis que eram meu pavor de infância.

Ela assim que deixou a bandeja na bancada não escondeu o susto por me ver acordado tanto que deu meia-volta e assim foi chamar mais alguém.

Logo em seguida entrou no quarto um rapaz bem jovem que com um belo sorriso me recebeu.

Ele, o médico responsável se apresentou e afavelmente quis logo saber o que sentia, ainda que eu estivesse mais interessado em perguntar do que em responder.

-Doutor o que houve e aonde está minha mãe? – Perguntas óbvias levando em conta como eu me lembrava dela naquela noite e ainda havia um enorme vazio ocupando minhas lembranças daquela noite.

-Bem, ela passou os últimos 26 dias aqui no hospital ao seu lado e justamente quando ela sai você decidiu acordar.

-26 dias…

-Ela só saiu para espairecer um pouco por insistência minha, mas relaxe afinal da cama você não deve sair tão cedo…

Medo.

 


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Fabio Pires
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