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Tempo de Leitura: 2 minutos

Errar é fundamental ou O tempo não para e também não volta

Errar é fundamental ou O tempo não para e também não volta

Errar é fundamental!   Por vezes penso em pequenos fragmentos sem conseguir desenvolver uma única ideia, afinal são tantas percepções que ficam indo e voltando em velocidade frenética que nem sempre consigo enxergar algo que as ligue. Talvez consiga me fazer entender assim. Ou não. São tantas as vidas que não quero viver, mas que

Tempo de Leitura: 2 minutos

Errar é fundamental!

 

Por vezes penso em pequenos fragmentos sem conseguir desenvolver uma única ideia, afinal são tantas percepções que ficam indo e voltando em velocidade frenética que nem sempre consigo enxergar algo que as ligue.
Talvez consiga me fazer entender assim. Ou não.

São tantas as vidas que não quero viver, mas que as enxergo diariamente por onde passo e as encontro na fila do ônibus,  na fila do cinema ou mesmo no caixa eletrônico.
Todo dia ouço resmungos e divagações, me identifico em decepções e em comportamentos que não me pertencem, mas que de certa maneira foram meus.
Todo dia percebo algo que não me cabe mais, que tampouco me serve e que me aperta os dedos.

E percebo isso hoje, pois me recuso a crer que o que chamamos de vida seja algo miseravelmente resumido a nascer, sofrer, pagar contas, procriar, sofrer mais e morrer.
Talvez por isso muitas pessoas fiquem contando com o paraíso como um destino que apazigue a existência e a certeza da mortalidade.

Afinal de contas um dia esta sequência acaba.

Sei também que nossa passagem por aqui, muitas vezes, é intensa a ponto de nem conseguirmos perceber.
E
ainda assim sou frequentemente lembrado que devo agradecer pelo que tenho e cordeiramente me manter onde estou.

Concordo em parte.
Agradecer faz parte do processo de crescimento pessoal e tira parte do peso do dia a dia, eu sei disso, porém também entendo como irracional e contraproducente conviver com o que não tenha o mínimo de identificação e ainda ter agradecer por isso.

De nove às cinco.

E talvez seja esta mais uma das diferenças entre emprego e profissão.
Daí, nesta sopa que estou fazendo, introduzo mais uma parte ao meu raciocínio de hoje.
Sempre fui visto como o ranzinza e pessimista, o cara que sempre tinha um porém em qualquer situação e  apesar de me policiar bastante não tenho como contra argumentar e humildemente me conformo.
Foda-se.

Mas quanto ao pessimista prefiro em seu lugar me definir como “pé no chão”, que nada mais é aquele que prefere avaliar todas as possibilidades que consiga enxergar.
Sim, eu sei, não me animo facilmente.
Só que hoje esse “pé no chão” me mostra o quadro como um todo e me empurra para vários caminhos.

Alguns são radicais enquanto outros me parecem surpreendentemente simplórios.
E esta disposição de quem não enxerga apenas as cores do arco íris por vezes tem me ajudado.
Só tenho tentado me equilibrar para não deixar este hábito me travar e fechar outras tantas portas.
E por isso vos digo:

Ouça sempre o que os pessimistas têm a dizer, mas não os sigam.

Os observe e entenda suas razões, já que seus receios muitas vezes têm fundamentos.
Algumas pessoas entendem que quanto mais estratégia tiver mais terá controle sobre qualquer situação, porém elas só não sabem que errar é fundamental.
Sempre que estamos a desenvolver uma nova habilidade erramos no processo de aprendizado.

O erro é parte do aprendizado e a única maneira de não errar é não fazer ou fazer do mesmo modo que sempre foi feito.
E isso leva à mesmice e estagnação e não sair do lugar não é uma opção
E como de imediato surge a frase que um dia pode virar estampa de camiseta:

O tempo não para, mas também não volta.

 

Foto por Ryan Mcguire.


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