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Paulo Freire – educação como prática da liberdade: aforismos e excertos

Paulo Freire – educação como prática da liberdade: aforismos e excertos

“Ninguém educa ninguém, ninguém se educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo.” – Paulo Freire, em “Pedagogia do oprimido”. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.   O educador brasileiro, autor da pedagogia do oprimido, defendia como objetivo da escola ensinar o aluno a “ler o mundo” para poder

Tempo de Leitura: 2 minutos

“Ninguém educa ninguém, ninguém se educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo.”

– Paulo Freire, em “Pedagogia do oprimido”. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

 

O educador brasileiro, autor da pedagogia do oprimido, defendia como objetivo da escola ensinar o aluno a ler o mundo para poder transformá-lo.

O método Paulo Freire não visa apenas tornar mais rápido e acessível o aprendizado, mas pretende habilitar o aluno a ler o mundo, na expressão famosa do educador.

Trata-se de aprender a ler a realidade (conhecê-la) para em seguida poder reescrever essa realidade (transformá-la), dizia Freire.

A alfabetização é, para o educador, um modo de os desfavorecidos romperem o que chamou de “cultura do silêncio” e transformar a realidade, como sujeitos da própria história”.

 

No conjunto do pensamento de Paulo Freire encontra-se a ideia de que tudo está em permanente transformação e interação.

Por isso, não há futuro a priori, como ele gostava de repetir no fim da vida, como crítica aos intelectuais de esquerda que consideravam a emancipação das classes desfavorecidas como uma inevitabilidade histórica.

Esse ponto de vista implica a concepção do ser humano como histórico e inacabado e conseqüentemente sempre pronto a aprender.

No caso particular dos professores, isso se reflete na necessidade de formação rigorosa e permanente.

Freire dizia, numa frase famosa, que “o mundo não é, o mundo está sendo”.

 

Alguns excertos e aforismos:

 

“Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: os homens se libertam em comunhão.”

 

“Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino.” 

 

“A curiosidade como inquietação indagadora, como inclinação ao desvelamento de algo, como pergunta verbalizada ou não, como procura de esclarecimento, como sinal de atenção que sugere alerta faz parte integrante do fenômeno vital.”

 

“Assumir-se como ser social e histórico, como ser pensante, comunicante, transformador, criador, realizador de sonhos, capaz de ter raiva porque capaz de amar.”

 

“Saber que ensinar não é transferir conhecimento, mais criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.”

 

“[…] o educador que, entregue a procedimentos autoritários ou paternalistas que impedem ou dificultam o exercício da curiosidade do educando, termina por igualmente tolher sua própria curiosidade”

 

“As qualidades ou virtudes são construídas por nós no esforço que nos impomos para diminuir a distância entre os que dizemos e o que fazemos.”

 

“Ensinar exige compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo.”

 

“O discurso da globalização que fala da ética esconde, porém, que a sua é a ética do mercado e não a ética universal do ser humano, pela qual devemos lutar bravamente se optamos, na verdade, por um mundo de gente.”

 

Fonte:

– Paulo Freire, em “Pedagogia da autonomia: saberes necessários à pratica educativa”. São Paulo: Paz e Terra, 2002.

Link original na página Prova Verso e Arte.


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Fabio Pires
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