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Pizzas, cigarros, sussurros e Frank Sinatra

Pizzas, cigarros, sussurros e Frank Sinatra

Uma relação iniciada do gosto partilhado por Frank Sinatra e hoje descrita a partir de algumas músicas dele. Fly me to the Moon “… É que estou me interessando por você…“ E ficou sem saber muito bem como lidar como esta confissão, assim como também não conseguia tirar o sorriso do rosto. Já ela percebeu que

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Uma relação iniciada do gosto partilhado por Frank Sinatra e hoje descrita a partir de algumas músicas dele.

Fly me to the Moon

… É que estou me interessando por você…
E ficou sem saber muito bem como lidar como esta confissão, assim como também não conseguia tirar o sorriso do rosto.
Já ela percebeu que depois de “Fly me to the Moon” aconteceu tudo muito rápido.
Um chegou no momento do outro como um trem sem frenagem.
E de bate papo intenso com ideias intensas gerou o interesse.
Absolutamente intenso, lógico.
E Sinatra era apenas uma dentre tantas afinidades.
Em seguida, noites foram viradas pela ansiedade e pela necessidade em saber mais um do outro.
Pressa e urgência em descobrir quem era o outro atrás do celular.
Urgência e pressa que se contrapõem ao fato de que juntos (?) as horas passavam estranhamente devagar, contrariando o senso comum de velocidade temporal.
E cada vez mais e mais ansiavam a atenção do outro e os gostos similares pela música pareciam só desculpas esfarrapadas para se falarem o tempo todo.

Strangers in the night

Do Whatsapp para a estrada.
E da estrada foram confirmar todas as afinidades.
E das afinidades pularam com naturalidade para cama.
Algumas guimbas de cigarro acompanhavam o incontável número de beijos trocados.
Os lanhos nos corpos e as marcas de mordidas denunciavam a tarde que tiveram.
Ambos descabelados, ambos extasiados e sem resposta para paz que sentiram um com o outro.
Efeitos da serra?
Sorrisos. Suor. Tesão. Cabelos. Desgrenhados. Beijos. Longos. Paz. Olhares. Mais sorrisos. Cheiros.

E com o sorriso petrificado ele ouviu:
Fica lá em casa e me espera voltar do trabalho?
E desse esconderijo só saiu na segunda-feira de manhã.
Alguns dias depois ela se surpreendeu:
Abre este portão que estou aqui embaixo”.
Não sabia esconder o sorriso.
Sorrisos. Mais sorrisos. Lençóis. Pizzas. Cigarros. Cabelos. Mais desgrenhados. Beijos. Mais longos. Paz. Olhares. Mordaças. Mordidas.

The way you look tonight

Quando tentaram explicar deram de ombros e se perguntaram:
Por que não nós?
Quando tentaram entender logo desistiram e se entregaram:
Por que não desta vez?
Quando finalmente se questionaram:
Por que não mereço tentar?
Afinal quem define o que vai dar certo ou errado se guiando apenas pelo relógio?
Se apaixonaram pelo que nunca tiveram e pelo que nem perceberam que almejavam.
As dúvidas eram as mesmas, assim como os medos.
E por isso brigaram.
E por isso reataram.
Os passados ainda estavam vivos, mas respirando por aparelhos e saindo de cena.
Dando lugar, firmemente, ao que enxergavam possível construir.
Quem sabe?

The best is yet to come

Com ela aprendeu a sorrir e com ele tinha motivos para sorrir.
Com ela se permitiu sonhar e com ele descobriu que sonhos são feitos para serem vividos.
E com ela aprendeu a nunca dizer nunca e a entender o significado da palavra “espaço” e com ele aprendeu a evitar o retrovisor nos seus momentos de tristeza.
Juntos entenderam que palavras podem machucar.
Juntos sentiram que as mesmas palavras podem curar.
E de peito aberto se permitiram.
E ambos têm mais certeza de que o melhor ainda está por vir quando ouvem:
Vida, Você já está chegando? Estou com saudades .


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