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A diferença entre ser pedra e vidraça

A diferença entre ser pedra e vidraça

Sugestão musical para acompanhar a leitura: Emiliana Torrini – Birds.   A linda menina quer voar, mas guarda suas asas de cera no armário por medo de derretê-las ao sol Ou talvez por não saber muito bem manuseá-las.   Ela acha que sabe o que quer e se aborrece quando alguém discorda ou diz que ela

Tempo de Leitura: 2 minutos
Sugestão musical para acompanhar a leitura: Emiliana Torrini – Birds.

 

A linda menina quer voar, mas guarda suas asas de cera no armário por medo de derretê-las ao sol

Ou talvez por não saber muito bem manuseá-las.

 

Ela acha que sabe o que quer e se aborrece quando alguém discorda ou diz que ela se acha perdida.

Não diz nada por não querer mais enfrentamentos e discussões, mas não sabe como escolher dentre tantas interessantes opções.

Isso sem esquecer que a vida anterior (ou presente?) também é uma destas opções.

Está na idade que julga ainda ser “boa”, acha que ainda não viveu o suficiente e tem curiosidade pelo novo como uma adolescente prestes a dar seu primeiro beijo.

Tem marido (que chama de ex) e filho, uma casa, certa estabilidade financeira, mas lhe falta algo que nem ela mesma sabe ao certo do que se trata ou mesmo se vai achar em outra praia.

Medo e receio de dar o grande pulo.

Medo de não ser mais pedra e passar a ser vidraça.

Do seu jardim não quer sair e nem cogita criar outro com novas sementes de plantas coloridas, terra nova e limpa.

 

Se apega ao empoeirado cacto de sempre.

Quer o outro, mas sente ciúmes pelo antigo e mais uma vez não sabe para que lado este cabo de guerra a levará.

Esconde o que pensa até de si mesma, imagina ser a única insatisfeita com o mundo e com vontade de viver a vida na sua plenitude.

Se sente deslocada por se sentir só quando muitos dizem que ela tem tudo ao seu dispor e não é grata pelo que acha que tem.

Deseja uma revolução, uma mudança por completo, dar um reboot quando na verdade não percebe que este mesmo recomeço deveria começar dentro de si mesma.

Sente medo de magoar quando não consegue enxergar que se mutila toda vez que diz sim.

Magoa-se para não magoar. Justo não?

Sente medo de si mesma quando consegue soltar as amarras. Transpira, urra e até pensa nela mesma.

Apega-se ao que não quer e abre mão de tentar e mais uma vez aparacem a  pedra e a vidraça.

Angustia e deixa claro sua dúvida como em um outdoor luminoso em sua testa:

“Eu não estou pronta”.

Eu já vi este filme e levantei da cadeira antes dos créditos finais.


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