728 x 90
Tempo de Leitura: 3 minutos

Estar é o novo ser

Estar é o novo ser

Música para aproveitar a leitura: “Why Does My Heart Feel So Bad” – Moby   O ano é 2020. E nenhum de nós ainda realmente se deu conta disso. Claro que, em uma instância lógica, qualquer pessoa de desenvolvimento típico sabe que estamos em 2020. Acho. Mas não é esse o sentimento. Alguns de nós ainda

Tempo de Leitura: 3 minutos

Música para aproveitar a leitura: “Why Does My Heart Feel So Bad” – Moby

 

O ano é 2020.

E nenhum de nós ainda realmente se deu conta disso.

Claro que, em uma instância lógica, qualquer pessoa de desenvolvimento típico sabe que estamos em 2020. Acho.
Mas não é esse o sentimento. Alguns de nós ainda se sente no início do ano, porque o mundo está difícil demais e cada dia é um suplício.

Outros sentem, de forma esperançosa, que o ano pode estar acabando, por puro otimismo, ou porque o remédio mais vendido no Brasil é o Rivotril.

Existe, claro, a terceira casta de pessoas que, em total desespero, perdeu a noção do tempo diante da completa mudança de hábitos, rotina, trabalho, gestão financeira, vida amorosa, etc…

Não sei qual dos três grupos poderia ser considerado “certo”, posto que estamos vivendo um estado de Impermanência: Nada mais é seguro, nada mais é permanente, nada mais é para sempre, nada mais está garantido e podemos morrer a qualquer momento.
Isso assusta.

Mas, calma aí, jovem!

Quando foi que as coisas foram tão diferentes disso?

Todos podem perder o emprego.

Todos podem perder entes queridos de repente.

Assim como todos podem precisar se adequar a um novo status quo e ter de abrir mão de antigas certezas para abraças novas ideias.

E, claro, eu, você e todo mundo vai morrer um dia.

Em outras palavras, nós todos, em todos os lugares do mundo, ainda que de maneiras diferentes, sempre vivemos essa insegurança.

A tal Impermanência.

É claro que isso não nos é ensinado por essas bandas colonizadas por europeus, mais tementes a fogueiras que a Deus, mas não existe necessidade de se mudar de religião ou crença para notar que nada, absolutamente nada na vida pode ser garantido.

Nada fica.

O que esse ano trouxe além de todas as suas crises, foi apenas a visão clara do conceito de que nada está sob controle.
Eu sei que demora para que a gente se habitue a isso.

E o que estaria além da impermanência?

Onde é que eu posso encontrar um apoio além da impermanência? Essa é uma pergunta superimportante.

A impermanência também pode reduzir o nosso sofrimento, paradoxalmente, porque, enfim, nós não precisamos ter culpados pelas coisas.

As coisas têm uma natural impermanência. A gente não precisa apontar culpados pelas dificuldades que estamos passando.

As coisas têm uma impermanência. Sempre tiveram.

A gente também pode entender que a nossa ligação com as coisas existe por um tempo e depois ela pode cessar e não só nós como os outros seres também têm isso.

Num sentido mais profundo, podemos entender que a impermanência está ligada a outras formas de compreensão, então, quando nós compreendemos de certo jeito, aquilo existe por um tempo, depois aquela compreensão pode virar outra coisa.

Estar é o novo ser por Raquel Pinheiro

Então, ela aponta a natureza livre da nossa mente, que constrói realidades.

A impermanência é realmente uma coisa imprescindível para que se mantenha o mínimo de equilíbrio nesse ensaio de fim do mundo.

E agora você já sabe que, se existe certo ou errado, o grupo que está mais tranquilo ainda é o que apresenta mais vantagens.

Contudo, repito: o caminho é longo e o exercício é diário.

Eu mesma só consegui manter a calma e entrar no grupinho feliz dos otimistas pelos muitos anos de leitura, Yoga, estudo de filosofia e meditação.

E por causa do Rivotril, é claro.


Nos siga também no Facebook e no Instagram!

Deixe seu comentário

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com *

Sugestões de Leitura

Espaço Publicitário

Anuncie sua empresa conosco

Vale a Leitura!

  • Anuncie Aqui

    Anuncie sua Empresa Aqui