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Tempo de Leitura: 3 minutos

O sorriso se desmonta logo após o clique

O sorriso se desmonta logo após o clique

Muitas vezes não nos damos conta do quanto somos radicais em determinados assuntos ou momentos. Não nos observamos o suficiente. E o quanto esse radicalismo normalmente encurta as visões nestes mesmos assuntos e transforma o que nem sempre é simples em raso e superficial. Esse é determinado pela quantidade de ressentimento que colocamos em cima

Tempo de Leitura: 3 minutos

Muitas vezes não nos damos conta do quanto somos radicais em determinados assuntos ou momentos.

Não nos observamos o suficiente.

E o quanto esse radicalismo normalmente encurta as visões nestes mesmos assuntos e transforma o que nem sempre é simples em raso e superficial.

Esse é determinado pela quantidade de ressentimento que colocamos em cima de cada solução facilitada pelo pensamento curto e direto.

O fácil é o certo? Como ouvi muito em uma música dos Titãs e como acreditei por muito tempo.

A muito antiga política do pão com manteiga ainda é suficiente?

Hoje vejo que nem toda simplicidade tem aplicação prática.

E nestes momentos algumas sacudidas são bem-vindas e realmente despertadoras.

Já que nos fechamos em casulos ou em cascos de tartaruga pesados demais e que muitas vezes carregamos para a vida toda.

E daí se não nos percebermos segue o baile!

E continuamos a dar voltas atrás do próprio rabo e alguns ainda latem por não conseguir alcançá-lo.

Muitas vezes são pensamentos que nem nos pertencem, aqueles que no fundo temos até vergonha de proferir ou mesmo de contar na terapia.

“Não! Eu nunca pensei nisso…”.

Ou julgo ser…

Isso porque a imagem que externamos e emitimos não é a mesma que chega aos que nos rodeiam.

Perdi a conta de quantas vezes me via de uma maneira e quando alguém tinha coragem de me falar a sua verdade descobria que para ela, eu era outra pessoa.

E muitas vezes não muito agradável. Na imensa maioria das vezes, eu sei.

Tá bom, eu sei que minha primeira impressão não é das melhores!

Já muito me martirizei por isso e hoje acho engraçado quando alguém fala que pouco se importa com a opinião alheia.

Sério? Tá querendo enganar a quem com essa tentativa frustrada de autoafirmação?

Daquelas que falamos em voz alta para convencer a nós mesmos.

“Eu não sou escroto o quanto fulano é!”

“Nunca pense em me comparar a sicrano!”.

Aquelas afirmações que lá no fundo nem nós mesmos acreditamos, mas insistimos em tentar nos enganar.

Afinal em algum momento posso ter agido como um babaca em determinada situação.

E como seres gregários (ou que deveríamos ser) é impensável não nos importarmos com a impressão ao outro, ainda mais em uma sociedade guiada e baseada em mídias sociais de felicidade instantânea e fantasiosa.

O sorriso se desmonta logo após o clique.

Nestes lugares que não existem fisicamente somos quem gostaríamos de ser, mas sem a coragem de mudar o suficiente.

Fingimos conhecer vários assuntos, porém sem a disposição de estudar ou entender que este processo é demorado e contínuo e que nunca é suficiente.

Somos e vemos no Instagram do outro a nossa frustração em não sabermos qual caminho seguir.

Observamos a enxurrada de memes engraçadinhos no Facebook de outra pessoa e pensamos no quanto ele é feliz!

Mas temos pressa e essa pressa nos coloca na parede, afinal “a vida é curta” e só se vive uma vez, entretanto como viver o presente se damos atenção aos remorsos do passado e colocamos toda nossa esperança em um futuro que nunca chega?

Ou que nunca conseguimos observar?

E isso tudo sem depositar uma moeda sequer no presente?

Com o recolhimento por conta da pandemia, muitas frustrações internas tomaram vida e daí vemos mais pontuados os radicalismos.

A restrição nos leva a um nível de aborrecimento e estresse que são despejados nas mídias sociais e naqueles que estão sob mesmo teto.

E o ódio que sempre esteve ali, mas apaziguado ou talvez entorpecido pelo dia a dia, junto das “verdades” que calamos e que agora tomam forma de afronta e simplismos.

O café, o açúcar, o álcool e o Rivotril que nos confortem!

Como já disse em algum texto por aqui, vivo em terapia 24 horas por dia e antes de agir sempre me imagino contando determinado assunto para minha terapeuta e é nesse momento que me observo e trabalho minhas ponderações.

Se me imagino sentindo vergonha de contar algo para minha terapeuta é porque fui longe demais.

Afinal hoje sei que nos preocupamos (em algum momento) com a imagem que propagamos, mesmo aqueles que dizem que não e pensam que enganam a si mesmo.

E esse radicalismo que citei no começo volta em dobro.

Mas aí não cabe reclamação, né?.


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