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Filmes para quem gosta de filosofia

Filmes para quem gosta de filosofia

Ou… Pelo menos entre os filmes que não vão para as telonas, mas que se tornam clássicos.   Se você adora pensar bastante em questões existenciais, razões, causas, consequências, e até tem uma atração fatal pelo niilismo, acomode-se e prepare-se para encarar essa listinha de filmes que podem fazer sua alegria. Ou desespero. As obras

Tempo de Leitura: 4 minutos

Ou… Pelo menos entre os filmes que não vão para as telonas, mas que se tornam clássicos.

 

Se você adora pensar bastante em questões existenciais, razões, causas, consequências, e até tem uma atração fatal pelo niilismo, acomode-se e prepare-se para encarar essa listinha de filmes que podem fazer sua alegria.
Ou desespero.
As obras listadas aderem em suas tramas conceitos contundentes do campo da filosofia, com personagens que debatem as raízes e consequências da existência.
São filmes de diferentes gêneros, alguns mais simples em sua proposta, outros com temáticas poderosas.

 

Feitiço do Tempo
(Diretor: Harold Ramis, 1993).

Você provavelmente conhece esse filme pelo nome “traduzido” do inglês: Dia da marmota.

Faz todo sentido que esse filme seja qualquer coisa meio Donnie Darko, meio Insustentável Leveza e MUITO Niilista, já que o ponto central filosófico do filme é o fato do protagonista ficar preso no mesmo dia, com os mesmos acontecimentos, etc. Isso levanta questões sobre a importância do ser e o peso da vida e da temporalidade.

No filme, um repórter é incumbido da missão de cobrir um evento que odeia em uma pequena cidade. No lugar, nutrindo um desdém pelas nuances locais, inexplicavelmente, o homem reviverá o mesmo dia infinitas vezes.

 

‘Feitiço do Tempo’ é um dos maiores filmes de comédia já concebidos.

Com a construção de uma trama sem igual, conseguindo ser engraçado e provocar gargalhadas naturais em seu espectador do começo ao fim.
Toda a temática central que o personagem vive, com as repetições incessantes do mesmo dia até que ele perceba a importância da figura do presente para o ser humano, coloca o filme sob os meandros do ‘eterno retorno’, conceito proposto por Nietzsche.
Diversão e filosofia andando de mãos dadas.

 

Apocalypse Now
(Diretor: Francis Ford Coppola, 1979).

Indo, perigosamente, contra toda uma nação cinéfila, esse filme é uma droga (na minha opinião).

O que o salva é, de fato, a parte intelectual. A batalha pela busca de uma identidade verdadeira do próprio eu em meio às desgraças de uma Guerra maldita.
Outro questionamento levantado é a capacidade de dominação e a aquisição de poder; o certo e o errado.
Em meio à Guerra do Vietnã, um capitão do exército norte-americano é incumbido da missão de capturar um coronel louco que desertara e agora defende os inimigos.

 

Ou melhor: tornou-se o deus branco deles.

O filme, que é inspirado no livro “Coração das Trevas“, de Joseph Conrad, ganha a sua substância ao explorar cada meandro da jornada desse capitão atrás do coronel.
Contendo mais de 3 horas de duração em sua versão mais longa (Redux), ‘Apocalypse Now’ é um clássico incontestável do cinema de guerra, trazendo uma grande conjunção de personagens incríveis para serem destrinchados pelo espectador.

 


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Nu
(Diretor: Mike Leigh, 1993).

Mesmo não sendo um filme comum, NU é capaz de cortar sua mente em pedaços para que você possa reconstruí-la.

Simples em sua proposta, a trama expõe as figuras de dois homens jovens em suas jornadas erráticas no mundo (Uma pegada meio On The Road).

É focado no modo como os homens tratam o aparato social, repelindo qualquer forma de intercâmbio comum com outros indivíduos.

‘Nu’ é um hino niilista sobre indivíduos incapazes de obter prazer em suas investidas no mundo, e, quando alcançam espectros disso, só é possível lesando outras pessoas. Apesar de trazer dois personagens com características semelhantes, o foco da história é sempre no homem chamado Johnny, e é ele que faz com o filme tenha seu lugar nesta lista.

 

Persona
(Diretor: Ingmar Bergman, 1966).

Se existe um filme feito para ser assistido com extrema atenção, é Persona.

O filme, muito parado e baseado quase que unicamente em confissões que transporta o espectador a pensamentos longínquos, tem toda uma pegada freudiana. Se você se familiariza com os conceitos de Id, Ego, Superego, pulsão de morte, sagrado feminino, etc, esse filme é para você.

Uma enfermeira é colocada para ficar como responsável por uma atriz que sofrera recentemente um colapso psicológico. Em completo estado de isolamento, as duas começarão a entrar em um processo catártico que alterará a forma como compreendiam a vida.
‘Persona’ trabalha com a figura da construção de máscaras sociais no ser humano, evidenciando como, às vezes, podemos vesti-las e nos esquecer de nossa própria essência.

 

A Experiência
(Diretor: Oliver Hirschbiegel, 2001).

As indagações levantadas neste filme são tão contundente quanto as que temos ao conhecer o Experimento de Tuskegee.

Na trama, vários indivíduos são colocados em uma prisão para participar de um experimento social. Lá, eles terão que conviver algumas semanas, dividindo-se em dois grupos, um formado por prisioneiros e o outro por guardas. O problema é que, após algum tempo, as coisas começam a fugir ao controle, colocando em risco a vida de todos.

Oriundo do cinema alemão, ‘A Experiência’ explicita um pouco do cerne podre que compreende a existência humana. Aqui, veremos como somos impactados por uma simples alcunha social e como agimos em função disso. Obra perturbadora, mas que, sem dúvidas, merece o tempo investido pelo fã da sétima arte.

 

Stalker
(Andrei Tarkovsky, 1979).

Oriundo do romance Piquenique na Estrada, o filme vai muito além das páginas do livro, lidando com questionamentos sobre fé e humanidade.

A influência deste filme é tão forte que ele chegou a ser pano de fundo para a captação estética e semiótica do clipe de Losing my religion.

A trama conta a história de um guia, chamado de “Stalker” (Aquele que busca), que leva dois homens para um espécie de Zona proibida, onde, em determinado ponto do lugar, há um boato de que desejos podem ser realizados (O que, no livro, ocorre por meio da esfera dourada).

Obra-prima de Andrei Tarkovsky, ‘Stalker’ possui uma atmosfera única, um tanto estranha, que jamais deixa o espectador se sentir completamente confortável com o que está vendo.

 


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