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Tempo de Leitura: 2 minutos

Desacelerando consigo me perceber

Desacelerando consigo me perceber

Decidi parar. Já deu. Pé no freio. Acabou. Decidi parar de viver como sempre vivi. Correndo atrás de algo que nunca soube do que se tratava e que invariavelmente me faltava. Para chegar a esta conclusão tive que tomar um susto. Já vinha “estragando” muitos domingos, normalmente após o almoço eu já esmorecia e cabisbaixo

Tempo de Leitura: 2 minutos

Decidi parar. Já deu. Pé no freio. Acabou.

Decidi parar de viver como sempre vivi.

Correndo atrás de algo que nunca soube do que se tratava e que invariavelmente me faltava.

Para chegar a esta conclusão tive que tomar um susto.

Já vinha “estragando” muitos domingos, normalmente após o almoço eu já esmorecia e cabisbaixo ficava até a manhã seguinte.

Ia forçado ao trabalho repetitivo e que há muito tempo pouco me dizia.

O que salvava era o bom ambiente com os colegas que transformei em amigos neste período e também com a minha chefia direta que mesmo com as mudanças de comando sempre foi muito compreensiva comigo ao menos.

Porém em uma segunda-feira eu não quis me levantar.

Senti meu peito apertar, uma falta de ar com a glote parecendo que fecharia a qualquer momento.

A única frase que vinha na cabeça era: “Eu não vou!”.

E não fui.

Fui ao médico que identificou pressão alta e o que ele logo de cara descreveu como princípio de crise de pânico e ansiedade.

Exames feitos em 5 dias e constatados além da pressão arterial, baixíssima taxa de vitamina D, colesterol alto, triglicérides altos e mais alguns marcadores nada confortáveis para um cara de 44 anos que cuidou mais da sua vida profissional do que da pessoal e mental.

Só que hoje estou no segundo tempo da minha vida, tendo em vista que a expectativa de vida do brasileiro hoje é de 76 anos (isso antes desse governo).

E que nunca nesse tempo todo trabalhei com o que gostava de fazer.

Sempre, desde os 14 anos, fiz o que tinha que fazer, mas nunca o que eu quis fazer e na verdade nem sabia o que eu gostaria de fazer.

Até sabia, mas julgava impossível. Sonho distante. Algo que não existia.

Hoje nada me parece impossível, por mais que tentem me convencer do contrário.

Ser infeliz “preso” em um escritório, sem nunca ter tentado fazer aquilo que amo me mataria de desgosto e arrependimento.

E não acho justo fazer isso com a pessoa que mais amo.


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