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Discurso de ódio

Discurso de ódio

  Acordei cedo para dar aula com menos disposição do que gostaria.  Mas, todo professor sabe o peso de sua responsabilidade. E todo adulto sabe o peso dos boletos a pagar no fim do mês. No fim das contas, a aula foi leve, divertida, e a sensação de ira vulcânica que vinha me rodeando desde

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Acordei cedo para dar aula com menos disposição do que gostaria. 

Mas, todo professor sabe o peso de sua responsabilidade. E todo adulto sabe o peso dos boletos a pagar no fim do mês.
No fim das contas, a aula foi leve, divertida, e a sensação de ira vulcânica que vinha me rodeando desde cedo havia desaparecido.
Mas todos nós temos um inimigo atroz em nossos bolsos; Saquei o celular em busca de notícias, conversas deixadas pela metade no whatsapp, coisas que todos nós fazemos…
Eis que me deparo com uma série de postagens de status de um PROFESSOR alimentando a descrença com relação à vacina contra a Covid.

Não precisaria dizer, mas vale ser óbvia:

O tal “professor” é mais um desses seguidores cegos do Bolsonaro.
Um desses cidadãos que não deveria ter habilitação nem para sair a pé na rua, pregam que bandido bom é bandido morto (mas têm um passado duvidoso) e que, desconfio muito, nutrem certa paixão pelo citado chefe do executivo; Um amor que se mistura com carência de uma figura paterna firme com uma pulsão sexual entranhada na expressão contínua de adjetivos enaltecedores ao líder do governo, mesmo diante dos mais cretinos absurdos.

Que me perdoem os mais castos, mas, melhor seria para a sociedade que usassem uma foto do governante para sua prática de onanismo, em vez de continuar a disseminar bobagens.

A questão é que a burrice, se não for compartilhada, causa danos muito particulares.

De modo que cada um faz aquilo que preferir, como preferir e NINGUÉM tem nada com isso.
Há um detalhe, porém: em tempos de pandemia, não existe opinião própria que não possa ter resultados bons ou ruins.
Se estamos lidando com uma doença terrivelmente contagiosa, a sua opinião tem menos valor diante da preservação da vida do cara ao lado.
O que doeu mais, ou melhor, o que me despertou a ira inflamada que me faz agora escrever foi o fato do imbecil “antivac” ser professor, como eu.
Embora a figura do mestre esteja deveras desgastada, ainda somos formadores de opinião.
E um professor que faz campanha contra vacinas só por uma questão de gosto político (ou impulso sexual reprimido) não poderia ser deixado impune.
É algo tão irritante e inacreditável quanto a horda de loucos que jura que a Terra é plana.

Fato é: Ainda hoje (no momento em que escrevo esse post) a vacina ainda não apresenta eficácia comprovada.

Mas é o que temos de mais próximo de alguma solução.
Mas quem deve definir isso é a ANVISA e outros órgãos e entidades do poder público com gente COMPETENTE para tal.
O Rei declara que não quer gastar dinheiro com algo que não tem comprovação científica, mas gastou uma verba tristemente alta para a compra de cloroquina.
O Rei declara que sua autoridade não será contestada ou reduzida. Podemos concluir que muitas vidas ainda serão perdidas por isso.
O Rei é louco. Um demente munido de poderes.
Mas o maior mal do Rei é ter tantos seguidores que o ultrapassam na imbecilidade, na medida em que, ao menos o Rei está rico e fazendo um belo patrimônio para sua família.
Seus seguidores estão, como todos nós, vendendo o almoço para comprar a janta.
O professor em questão, desde sempre, nunca teve dez reais para um café.

Quem está certo nisso tudo?
A ciência.
E a minha TPM, que reduz minha capacidade de ser complacente com imbecis.

 


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