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É difícil acreditar que os fascistas estão tomando as ruas em pleno século XXI por Marcus Alencar

É difícil acreditar que os fascistas estão tomando as ruas em pleno século XXI por Marcus Alencar

“É difícil acreditar que os fascistas estão tomando as ruas em pleno século XXI. Bando de malucos” A frase é de um dos personagens de “Rede de Ódio”, filme que a Netflix lança estrategicamente no momento certo, uma vez que o tema abordado pela produção está mais do que nunca na agenda pública: as fakes

Tempo de Leitura: 2 minutos

“É difícil acreditar que os fascistas estão tomando as ruas em pleno século XXI. Bando de malucos”

A frase é de um dos personagens de “Rede de Ódio”, filme que a Netflix lança estrategicamente no momento certo, uma vez que o tema abordado pela produção está mais do que nunca na agenda pública: as fakes news.
O diretor Jan Komasa insere o espectador na vida de Tomasz (Maciej Musialowski) – um estudante de Direito expulso da universidade por cometer plágio acadêmico – para mostrar que, no fundo, o fenômeno não tem lado, mas o jogo é o mesmo: a destruição de reputações.

E Tomasz tem mais do que estômago para isso.

Apresentando doses de narcisismo e sociopatia ele vai, aos poucos, se desconectando da vida real para se atrelar ao mundo digital.
Tudo se concretiza quando se torna pupilo de uma agência especializada em denegrir a imagem das pessoas.
À medida que sofistica seus métodos, os limites vão se depauperando e os dilemas morais ficam pelo meio do caminho.
Ao mesmo tempo, mascara sentimentos e emoções com uma frieza e uma serenidade que deixa o público sem saber que tipo de reação poderá ter no momento seguinte.

Komasa é o mesmo diretor de “Corpus Christi”, produção polonesa que esteve entre os indicados ao Oscar 2020 na categoria Melhor Filme Internacional.
Até certo ponto, os filmes se equivalem na ambiguidade dos desejos e nas provocações.
Se na produção anterior um jovem criminoso queria ser padre, dessa vez um outro jovem sonha em fazer a diferença no mundo com escolhas questionáveis.
Ainda que em “Rede de Ódio” o universo de possibilidades do protagonista seja maior, no fim tudo leva a crer que nesse recorte social torto ele sempre será um subserviente.

Postado na página Psicanálise, Cinema e Literatura.


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