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Aqui jazem minhas contradições e inquietudes

Aqui jazem minhas contradições e inquietudes

  Em Aqui jazem tento colocar todas as minhas contradições e inquietudes em um mesmo saco. Para, em poesia, mostrar os paradoxos que aqui jazem. Opiniões sinceras, Aquelas sem freios e sem endereço. Atitudes exageradas, além das culpas que hoje não têm dono. Os medos infundados, os últimos sorrisos escondidos E possivelmente muitas das vergonhas

Tempo de Leitura: < 1 minuto

 

Em Aqui jazem tento colocar todas as minhas contradições e inquietudes em um mesmo saco.

Para, em poesia, mostrar os paradoxos que aqui jazem.

Opiniões sinceras,
Aquelas sem freios e sem endereço.
Atitudes exageradas, além das culpas que hoje não têm dono.
Os medos infundados, os últimos sorrisos escondidos
E possivelmente muitas das vergonhas que foram maculadas.

Aqui jazem, de braço dado, o homem que fui
Bem como o homem que hoje sou.
Além de minhas crenças sem fundamentos
E dos meus fundamentalismos em demasia.
Assim como tiroteios com bala de festim, guerras com bolinhas de papel
E as palavras malditas, cuspidas e metralhadas.

Insatisfações sem razões
Além de vastos raciocínios preguiçosamente incompletos.
Mentiras grosseiras, histórias escondidas,
Tanto quanto verdades mal contadas.
Portas fechadas, abraços imaginários
Assim como meu eterno semblante enfezado.

Aqui jazem o “porquê sim” como resposta
E as respostas sem porquê.
Bocas caladas, punhos cerrados e pensamentos tolhidos.
Perceber a despedida, se ver em uma cova
E ainda assim vivenciar a morte em vida.

Ser sacro e ser profano.
Ser plural e ser singular.
Ser antagônico e ser protagonista.
Meu livre-arbítrio e seu antônimo inexistente.
Tentar ser e não ser
E nem ter ideia de qual seja a questão.

 

Foto em Dreamstime.


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