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Música com Bula: Cálice de Chico Buarque e Gilberto Gil

Música com Bula: Cálice de Chico Buarque e Gilberto Gil

1- LEIA E OUÇA ESTA BULA ATENTAMENTE ANTES DE INICIAR O TRATAMENTO.   I – Cálice – Chico Buarque / Gilberto Gil. APRESENTAÇÃO – Apresentada em forma de Canção de protesto é uma aula de figuras de linguagem e denúncias. O principio ativo é a denúncia ao Regime Militar, métodos de tortura e a falta

Tempo de Leitura: 2 minutos

1- LEIA E OUÇA ESTA BULA ATENTAMENTE ANTES DE INICIAR O TRATAMENTO.

 

I – Cálice – Chico Buarque / Gilberto Gil.
APRESENTAÇÃO – Apresentada em forma de Canção de protesto é uma aula de figuras de linguagem e denúncias. O principio ativo é a denúncia ao Regime Militar, métodos de tortura e a falta de liberdade de expressão.

II – INFORMAÇÕES AO PACIENTE/ OUVINTE.
Chico Buarque coloca sua genialidade à prova ao compor essa canção/denúncia contra a Ditadura.

2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

Composta em 1973 Cálice foi censurada e só pode ser gravada 5 anos depois.
Os DEFENSORES DA FAMILIA BRASILEIRA, mais conhecidos como censores não engoliram o genial parônimo (cálice – cale-se) usado por Chico para driblá-los e pedir liberdade de expressão.
A metáfora com as supostas últimas palavras de Jesus na cruz que abre a Canção também não foi bem digerida, pois a crítica ao regime militar é clara.
O cálice está manchado pelo sangue das vítimas da ditadura. Calado por imposição o compositor quer gritar para ser escutado, já que tantas vozes foram silenciadas.
Reflete que melhor seria ser filho da outra (filho da puta) referência aos apoiadores do regime e seus executores, pois se assim fosse não sofreria.
O medo das visitas noturnas dos repressores que invadiam casas, prendiam, torturavam e desapareciam com os corpos, que depois surgiam como monstros da lagoa é explícito.
A porca muito gorda é o próprio regime militar e uma alusão ao ministro Delfim que engordara seu patrimônio com escândalos financeiros e era a cara do regime que jogava os presos em veículos com o escapamento virado para dentro matando-os ao inalar a fumaça de óleo diesel.
Cálice foi a forma que Chico encontrou para dar voz a todos que a perderam.
Seus versos ecoam como um pedido de socorro das vítimas. É, infelizmente, muito atual.

*ATENÇÃO! – Esse medicamento deve ser consumido por aqueles que depois de passar por esses horrores não venham a se esquecer do período mais sombrio da nossa história recente.
E para os que clamam pela volta da ditadura, a dosagem precisa ser em doses cavalares.
Calem-se!
Por Alex Honse e Arte por Fernando Ramos.

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