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Retrospectiva de 2020 o ano que não termina

Retrospectiva de 2020 o ano que não termina

Acabou? 2020 ainda por aqui? Levanta a mão quem reclamou de 2019!   Esse ano por si só foi um ano intenso e importante para todos nós. Importante. Difícil. Incômodo. Desafiador. Longo. Dificilmente alguém esquecerá desse interminável ano e conosco no Fora do Picadeiro não foi diferente. 2020 foi um ano de muito trabalho por

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Acabou?
2020 ainda por aqui?
Levanta a mão quem reclamou de 2019!

 

Esse ano por si só foi um ano intenso e importante para todos nós.
Importante. Difícil. Incômodo. Desafiador. Longo.
Dificilmente alguém esquecerá desse interminável ano e conosco no Fora do Picadeiro não foi diferente.
2020 foi um ano de muito trabalho por aqui, afinal em um projeto há sempre muito a ser feito e a ser corrigido e aqui não foi diferente.

O ano não foi fácil, mas devemos celebrar algumas boas noticias.
Primeiramente chegamos vivos e sem pegar covid o que por si só é uma vitória.
Conseguimos emplacar uma crônica do Fabio Pires no livro “Crônicas da Quarentena” da Mirenax previsto para ser lançado em 2021.
Incorporamos mais uma pessoa a nossa equipe (Raquel diz “oi” pras pessoas).
E incluímos a política nos nossos assuntos e na pauta do dia.
Tá bom, de todo dia, afinal é humanamente impossível não se aborrecer com que vemos como atos do que chamamos aqui graciosamente de “desgoverno” genocida.

Chamamos de percepções.

E estas vinham de muito antes da pandemia, afinal quando a política e o comportamental se influenciam e moldam novos parâmetros de comportamento não poderíamos deixar passar batido.
Afinal o óbvio infelizmente precisa ser lembrado nestes tempos de falta de bom senso e da tão mal usada palavra empatia.
Vimos muita gente próxima com Covid, perdemos alguns amigos, parentes e conhecidos para essa doença e vimos muita gente com depressão.
Muita gente mesmo.
Lidamos pela primeira vez com haters e aqueles que tentam defender o indefensável e assim perdemos a calma em muitos momentos.
Aviso de spoiler!
Ano que vem será da mesma maneira.
Não há tolerância com pessoas intolerantes.

Sim, ainda têm gente que tenta defender isso.

Escrúpulos? Zero.
Caráter? Só aquele de conveniência.
Empatia? Respeito? Nem olhando no próprio espelho, preferem chamar de mimimi.
Descobrimos que existe aqueles que se compadecem por vitrines destruídas, mas se calam com estupro e também não se pronunciam quando um negro é assassinado em um hipermercado em Porto Alegre.
Temos aqueles que fecham os olhos para corrupção do seu político de estimação em seu interminável caráter de conveniência.
Ainda tem os racistas que decidiram sair do armário, os fiscais do cu alheio que acham que podem definir o que o outro deve ou não fazer na cama e os pseudo liberais que nem sabem exatamente o impacto que esse liberalismo lhes causará no presente e no futuro.

Há ainda.

Os misóginos que sempre buscam culpar as vítimas de assédio ou de abuso sexual e aqueles que acham normal uma criança de 10 anos engravidar sendo ela vítima de um estupro.
O patridiota que na sua cabeça oca basta cantar o hino nacional e ostentar a bandeira para ser um defensor da pátria e ainda o espécime mais bizarro dessa fauna que engloba tudo acima:
Ele é o recém-descoberto cristão que defende chacina, posse de armas, Estado Mínimo e hoje chamaria Jesus de comunista e o colocaria na cruz sem titubear.
Este ser asqueroso só esqueceu de ler a Bíblia e de seguir os mandamentos.
Toda essa gente hoje se sente representada, pois se identifica com quem os lidera.

Seria mais confortável ignorar isso tudo e fingir que vivemos em um mundo paralelo.

E não em uma versão tosca, desorganizada e caricata de Gilead.
Lógico que preferíamos seguir a linha que estávamos seguindo no começo da página, mas o que seria de nós se nos calássemos perante o que vemos?
E como nos calar?
Como ver isso tudo e não se incomodar?
Como deixar os negacionistas criarem esta realidade que só existe na cabeça deles?
Portanto em 2021 vamos continuar com nossas críticas, provocações, percepções, crônicas e poemas.
E com o dedo na ferida, afinal por mais otimistas que tentamos ser não há expectativa alguma de melhora.
Há esperança de nossa parte, mas sem nos enganar.
Respiremos fundo e  segue o jogo.

 


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