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Sobre “vikings” em defesa do Trump

Sobre “vikings” em defesa do Trump

O Capitólio foi invadido por seguidores de Donald Trump, desrespeitando TODAS as bases democráticas de um dos mais poderosos países do mundo.  Até aí você já sabe. Afinal, o dia no qual a democracia é ameaçada pela primeira vez nos EUA, certamente será pauta para livros de história. Já posso imaginar o ENEM discutindo esse assunto. Todo

Tempo de Leitura: 2 minutos

O Capitólio foi invadido por seguidores de Donald Trump, desrespeitando TODAS as bases democráticas de um dos mais poderosos países do mundo. 


Até aí você já sabe.
Afinal, o dia no qual a democracia é ameaçada pela primeira vez nos EUA, certamente será pauta para livros de história. 
Já posso imaginar o ENEM discutindo esse assunto. 
Todo mundo notou a queda do Dólar – ou pelo menos os traders. 
Todos notaram o aspirante a Jamiroquai Redneck, cujo meme rodou a internet. 

O Capitólio foi invadido sob influência de Trump, que convocou seus fiéis seguidores a bater de frente com o sistema democrático mais forte do mundo – Em tese, ao menos. 
Claro que pudemos notar também que o futuro ex-presidente dos Estados Unidos, para variar, esqueceu toda sua masculinidade frágil, defendida por meio de palavrões e incitações armamentistas, e recuou ao ver que poderia ser seriamente prejudicado ao inflamar uma insurreição. 
Diga-se de passagem, 5 pessoas perderam a vida por causa de um Republicano Misógino, intolerante, supremacista que, ao que tudo indica, quer mais é que todos se danem mesmo. 
Mas isso você também notou. Mesmo que não queira admitir por razões ideológicas. 

Supremacista com camisa do Campo de concentração nazista de Auschwitz

Supremacista invadindo o capitólio com camisa do campo de concentração nazista de Auschwitz.

 

O que nem todo mundo notou foi que todos os manifestantes – ou quase todos – eram brancos.

É claro que poderíamos falar amplamente sobre o uso da Bandeira de Gadsten, já utilizadas por Marines, mas outrora relacionada a movimentos como Neonazismo e Klu Klux Klan
Eu poderia reclamar do fato deles estarem sem-máscara no meio de uma pandemia que está ceifando a vida de quase 4 mil americanos por dia. 
Mas esse não é o foco do texto. 

Quando liguei a TV e vi a imagem de um sniper sobre um prédio ao lado do Capitólio, pensei quase automaticamente:
Quantos tiros teriam sido desferidos se os manifestantes fossem negros ou latinos? 
Não sei em que condições os 5 cidadãos foram mortos durante a revolta, mas quais as chances reais de termos um número tão ínfimo de EXECUTADOS se os reclamantes fossem Afro-Americanos?

Esse texto não veio para trazer respostas, porque elas são cretinamente óbvias. 
O que você, caro leitor, acha que aconteceria se, em vez de um “viking” chifrudo supremacista, tivéssemos um homem vestido de guerreiro africano?

Se você sabe a resposta para essas questões jogadas ao vento, talvez eu não precise explicar nada. 
Você já entendeu porque Trump é uma ameaça. 
E pode imaginar que nosso presidente tentará uma manobra parecida em 2022. 

Mas se você não enxerga tudo isso, esqueça. 
Não é como se eu pudesse explicar cores a cegos. 
Sobretudo quando as cores variam entre branco e negro.

 


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