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Quanto menos alguém entende, mais quer discordar ou Surdos no bingo

Quanto menos alguém entende, mais quer discordar ou Surdos no bingo

Galileu Galilei sofreu na pele com esse movimento que existe desde “sempre”.   Também quem mandou ele provar que a Terra girava em torno do Sol? Quem mandou refutar a doutrina aristotélica vigente e seu geocentrismo? Quem mandou enfrentar a Igreja e o estatus vigente? Mas o assunto aqui é outro, ainda que seja o

Tempo de Leitura: 2 minutos

Galileu Galilei sofreu na pele com esse movimento que existe desde “sempre”.

 

Também quem mandou ele provar que a Terra girava em torno do Sol?
Quem mandou refutar a doutrina aristotélica vigente e seu geocentrismo?
Quem mandou enfrentar a Igreja e o estatus vigente?

Mas o assunto aqui é outro, ainda que seja o mesmo. Disfarçado com certa camada de maquiagem, talvez uma base de cobertura leve, mas ainda assim é o mesmo.
Usei Galileu Galilei apenas como um exemplo, dentro de milhares (quem sabe milhões), de que o conhecimento pode incomodar independente da época, tanto como pela frase atribuída a ele e que ilustra este texto.

Regidos desde sempre pela política da superficialidade, pelo raso e pela ânsia em regrar e opinar sobre aquilo que não conhecemos, na maioria das vezes em nome da religião e de tudo que gira em torno deste enorme negócio.
Em defesa de uma “verdade” vigente, única, neste caso dele “indiscutível” e dessa maneira muitas vezes nos sentamos no medo e no receio em aceitar novas possibilidades ou novas verdades.
O novo assusta.

 

O novo não necessariamente desabona o atual, mas como lidamos com estas mudanças?

Usualmente nos escoramos em uma realidade antiquada, arcaica e remota, porém confortável e dessa posição poucos aceitam sair.
E isso também vale para mudanças na vida pessoal.
Quem nunca empurrou uma relação, já acabada, com a barriga para evitar conflito ou mesmo com receio do novo?

Ainda hoje o que mais observamos são julgamentos e opiniões sobre aquilo que não entendemos e muitas vezes nem procuramos nos informar.
Como dizia um antigo amigo: parecemos surdos em um salão de bingo.

Aquilo que desmonta as regras do momento e que nos tira do “mais do mesmo”, embora nos faça evoluir ou ao menos dar mais um passo.
Mas o novo dá medo. Readequação? Novas crenças? E o que faço com as antigas?
Compreendo e concordo que aquilo que seja percebido como “antigo” hoje não necessariamente deva ser visto como descartável e nem por regra o “novo” é magnífico e necessário, eu sei disso.
O que não conseguimos ainda compreender é que a  junção destas experiências nos mostra caminhos mais curtos e inovadores. Um leva ao próximo passo, que é o novo.

 

Evolução.

Sim, a ainda renegada evolução. Que em si é parte da junção daquilo já aprendido e colocado em prática com o que foi imaginado e tratado como possibilidade. E essa possibilidade se torna uma realidade.
É a raiz fincada no passado com os olhos direcionados ao futuro.
E o presente como fica nesse duelo? 

Inovação.

Sim, a tão necessária e hoje solicitada inovação, o pensar além, o ver o que poucos conseguiram enxergar ou colocar em ação a evolução natural de determinada assunto.
Coragem em abraçar o novo e enxergar novos caminhos.
Coragem em abandonar antigos paradigmas.
Coragem em bater de frente com o habitual.

Uma simples tentativa.

Um outro caminho, às vezes mais curto, em outros mais doloroso, como no caso de Galileu e mesmo que de maneira ínfima nos passe a impressão de termos algum controle sobre nossas vidas.
Ou de um caminho a seguir.
E assim finalmente compreendo o sentido da frase:
A ignorância pode ser uma benção.

Mesmo que ainda fique em dúvida se é uma benção ou um esconderijo, pois não basta romper as próprias barreiras. Agregue a elas, aqueles que não entenderam nada e ainda assim vão discordar.
Quanto menos entendem, mais vão discordar.
E destes sim, sinto uma preguiça abissal.

 

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