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A minha velhice é um bálsamo

A minha velhice é um bálsamo

A minha velhice vai além de uma mera data no RG A minha velhice está estampada na barba que nunca cresceu o suficiente. No cavanhaque disforme e nos pelos avulsos que deixo na esperança que se encontrem. A minha velhice apareceu em mim bem antes de envelhecer. E hoje em sentido contrário a abandono sozinha

Tempo de Leitura: < 1 minuto

A minha velhice vai além de uma mera data no RG

A minha velhice está estampada na barba que nunca cresceu o suficiente.
No cavanhaque disforme e nos pelos avulsos que deixo na esperança que se encontrem.

A minha velhice apareceu em mim bem antes de envelhecer.
E hoje em sentido contrário a abandono sozinha na esquina.

A minha velhice é visível na minha feição cansada de quem desvia das pancadas.
Alguns carregam como cruz enquanto outros nem as percebem.

A minha velhice é nítida na minha preguiça em responder a qualquer absurdo.
E para isso cultivo o calar ao invés de dizer o que deveria ser visto como óbvio.

 

A minha velhice me faz entender quem sou e quem fui.
E isso sem pressionar quem posso ser.

A minha velhice está no clássico franzir na testa enquanto ouço mais um absurdo.
Que exclui o calar que citei acima: Este franzir diz muito mais que o calar.

A minha velhice resmunga em todo dia de chuva.
E nos de sol também.

A minha velhice é só minha e de mais ninguém.
Por mais que a veja em vários espelhos.

 

A minha velhice não se resume a resmungos e reclamações.
Mas também em desfrutar de uma coragem que pouco senti por perto.

A minha velhice carrego desde o primeiro tapa que recebi no nascimento
E passarei para outro antes do último suspiro.

 


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