A Volta do Palhaço
Croniquetas e Papo furado

A Volta do Palhaço

Tempo de leitura: < 1 minuto
Me sinto um palhaço na maior parte do tempo,
Um palhaço triste por se sentir assim, mas que se esforça para enxergar tudo isso de
FORA DO PICADEIRO

 

Voltei.

Pensar não ocupa espaço, mas em determinado momento senti necessidade de esvaziar um pouco este antiquado HD compartilhando ideias e questionamentos.

Quanto ao título do blog explico que é como tenho me sentido ao observar toda esta loucura instalada ao nosso redor.

Não que me ache acima do bem e do mal ou não faça parte dessa loucura.

 

Faço.

E bastante.

E sei que tenho parcela de responsabilidade nesta loucura.

 

Mas prefiro tentar observar isso tudo de fora, mesmo sabendo que dá muito trabalho, da mesma forma que me ajuda a enxergar tudo que contesto de ângulos diferentes.

E como consequência sistematicamente nos observo como uma eterna, ingrata e perceptível contradição.

 

Como em um circo em que muitas vezes o palhaço faz rir, mas não consegue rir.

O malabarista que nunca deixa seus aparelhos caírem, mas que muitas vezes não consegue ter equilíbrio algum em sua vida pessoal.

Ou mesmo os animais que estão presos num ambiente que não é o deles e ainda assim continuam movidos pela ração, pelo chicote, pelas correntes e por desconhecerem a força que têm.

Assim como nós.

 
 Foto por: J.Mikal Davis – Mimi the Clown.

 


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Fabio Pires é o cara risonho da foto. Eu sou quem assina boa parte dos textos aqui publicados e quem escolhe os assinados por outros escritores. Sou carioca, tenho um livro publicado e vários outros na cabeça, sou baixista de rock, ranzinza, ácido, formado em Letras, graduado em filosofia de botequim, escrevo poesia, mas não me acho poeta e desde 1976 venho tentando fazer a coisa certa, mesmo sem saber muito bem diferenciar o certo do errado.

Fabio Pires é o cara risonho da foto. Eu sou quem assina boa parte dos textos aqui publicados e quem escolhe os assinados por outros escritores. Sou carioca, tenho um livro publicado e vários outros na cabeça, sou baixista de rock, ranzinza, ácido, formado em Letras, graduado em filosofia de botequim, escrevo poesia, mas não me acho poeta e desde 1976 venho tentando fazer a coisa certa, mesmo sem saber muito bem diferenciar o certo do errado.

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