Aqui jazem

Aqui jazem

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Em Aqui jazem tento colocar todas as minhas contradições em um mesmo saco.
Todas minhas inquietudes também,
Para, em poesia, mostrar os paradoxos que aqui jazem.

 

Opiniões sinceras,
Sem freios e sem endereço.
Atitudes exageradas além das
Culpas sem dono.
Medos infundados, sorrisos escondidos
E possivelmente muitas das vergonhas maculadas.

 

Aqui jazem, de braço dado, o homem que fui
Bem como o homem que tento ser.
Além de minhas crenças sem fundamentos
E dos meus fundamentalismos em demasia.
Assim como tiroteios com bala de festim, guerras com bolinhas de papel
E palavras metralhadas.

 

Insatisfações sem razões
Além de vastos raciocínios incompletos.
Mentiras grosseiras, histórias escondidas 
Tanto quanto verdades mal contadas.
Portas fechadas, abraços imaginários
Assim como meu eterno semblante caído.

 

Aqui jazem o “porquê sim” como resposta
E as respostas sem porquê.
Bocas caladas
E pensamentos tolhidos.
Perceber a despedida, se ver em uma cova
E ainda assim vivenciar a morte em vida.

 

Ser sacro e ser profano.
Ser plural e ser singular.
Ser antagônico e ser protagonista.
Meu livre-arbítrio e seu antônimo inexistente.
Tentar ter e não ser
E nem ter ideia de qual seja a questão.

 

Foto em Dreamstime.

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Fabio Pires é o cara risonho da foto. Eu sou quem assina boa parte dos textos aqui publicados e quem escolhe os assinados por outros escritores. Sou carioca, tenho um livro publicado e vários outros na cabeça, sou baixista da banda de rock Diabo Verde, ranzinza, ácido, formado em Letras, graduado em filosofia de botequim, escrevo poesia, mas não me acho poeta e desde 1976 venho tentando fazer a coisa certa, mesmo sem saber muito bem diferenciar o certo do errado.