Chuva de gafanhotos
Devaneios e Delírios poéticos

Chuva de gafanhotos

Tempo de leitura: < 1 minuto

Me acho no meio de uma chuva de gafanhotos

Em que não posso abrir os olhos ou mesmo espiar.

Só sei que aqui estou e ainda assim consegui achar a maçaneta.

Há tempos que aqui não habito

Que não entendo porque aqui ainda estou.

E mesmo depois de tantas despedidas

Em que o aceno saia cada vez mais fraco.

Depois de tantas idas e vindas

E de tantas desistências e desapegos,

Ontem, finalmente fui embora mais uma vez.

Mesmo sem me levantar do sofá.

Fui ali à esquina e já volto.

 


Gostou? Compartilhe! Obrigado! 🙂

 

Facebook Comments

Posts Relacionados

O caminho da felicidade por Azamôr Serrão Dentre as várias listas, segredos e dicas para acharmos o caminho da felicidade que sempre aparecem na minha e talvez na sua timeline também, Esta f...
Nu e de óculos Muitas vezes me questionavam sobre meus textos e seus significados e habitualmente por um tempo isso me incomodou. Hoje as críticas chegam e não me a...

Fabio Pires é o cara risonho da foto. Eu sou quem assina boa parte dos textos aqui publicados e quem escolhe os assinados por outros escritores. Sou carioca, tenho um livro publicado e vários outros na cabeça, sou baixista de rock, ranzinza, ácido, formado em Letras, graduado em filosofia de botequim, escrevo poesia, mas não me acho poeta e desde 1976 venho tentando fazer a coisa certa, mesmo sem saber muito bem diferenciar o certo do errado.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.