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Falo de dúvidas, de momentos de inconsistências, de situações que não me entendo, da minha inaptidão em dar respostas e de eternamente me sentir na coluna do meio

 

Busco em mim algumas verdades
Ou quem sabe seja a essência de todas as minhas mentiras.

Fecho muitas portas, embora já estivessem batidas
E ainda assim usualmente insisto em sair pela dos fundos.

Me aborreço e por vezes enuncio mentalmente
As mesmas palavras doces que sempre escondi.

Enquanto humano e supostamente pensante
Ainda não consigo entender a razão do partir.

Também não compreendo a insistência na angústia do porvir
Assim como a desistência efêmera no passado nem a sequência intermitente do ficar.

Acrescento também a manutenção do hiato
E a lista cresce com a tentativa do prosseguir.

Afinal somos nada.
Nada Somos afinal.

 

Foto por: Michael Gaida

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