Forno holandês ou amar é…

Forno holandês ou amar é…

Tempo de leitura: 2 minutos
Talvez os mais velhos se lembrem de um quadrinho que foi febre nos anos 80 do século passado chamado ‘Amar é… ‘ em que mostrava um casal de crianças em momentos de afeto, com frases leves, simplórias e românticas.
Estas tirinhas eram um sucesso absoluto e foram criadas pela neozelandesa Kim Grove em 1967

 

Nestas tirinhas eram mostrados momentos de simplicidade e cumplicidade que definiriam, teoricamente, quando um casal realmente se amava e determinando uma leveza para aqueles tempos, víamos ideias inocentes do que seria um amor idealizado.

Coisas fofinhas e insossas como estas abaixo:


Amar é…

Saber que sempre poderei contar contigo, te encher de beijos, fazer um passeio romântico, ficar ao seu lado em todos os momentos, nunca esquecer o dia dos namorados ou namorar no cinema.


 

Coisas fofinhas, mas insossas na minha opinião.

Hoje seguindo o que chamamos de “modernidade” poderíamos atualizá-los para:

Amar é…

Segurar seu cabelo enquanto você chama o “raul” depois de uma noite de bebedeira, aturar seus amigos que não sabem a hora de parar de beber, levantar a tampa do vaso sanitário antes de usar,  aturar seu péssimo humor quando seu time perde ou mesmo quando ela está de TPM.

Talvez seja se calar naquele momento que normalmente insistimos em abrir a boca, pode ainda apenas estar ao lado quando mais se precisa, quem sabe seja pensar e planejar toda e qualquer mudança em dupla ou ainda possa ser um simplório passeio de mãos dadas. 

Ou mesmo abrir mão da sua folga de fim de semana para visitar sua sogra.

E daí percebo tudo isso pode ser amor.

Quem sabe? 

O que sei é que a amor, amor mesmo daqueles para todo o sempre é fazer forno holandês.

E sem reclamar, gargalhando e ao final conseguir ainda realmente amar o outro.

Isso sim é amor.

 

Ah! não sabe o que é um forno holandês?

Clique, assista e descubra.

 

Foto por Harris Ananiadis na página Unsplash


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Fabio Pires é o cara risonho da foto. Eu sou quem assina boa parte dos textos aqui publicados e quem escolhe os assinados por outros escritores. Sou carioca, tenho um livro publicado e vários outros na cabeça, sou baixista da banda de rock Diabo Verde, ranzinza, ácido, formado em Letras, graduado em filosofia de botequim, escrevo poesia, mas não me acho poeta e desde 1976 venho tentando fazer a coisa certa, mesmo sem saber muito bem diferenciar o certo do errado.