Eu não sou apenas o que está no meu currículo. Sou muito mais que meras aptidões adquiridas e trapaças convenientes. Posso até ser sincero.

Meu sempre incompleto currículo

Tempo de leitura: 2 minutos
Vocês já tentaram se descrever como em um currículo?
Já tentaram se descrever de maneira honesta?
Tá bom não precisa ser tão honesto assim…

 

Eu me recuso a ser apenas o que está escrito no meu currículo e (convictamente) sei que posso ser muito mais que meros cursos e antigos empregos que (em alguns casos) preferia ter esquecido. 

E talvez consiga até ser sincero, quem sabe?

Talvez consiga até justificar minha futura admissão e parte da minha submissão.

 

Eu sou!

Sou muito mais que meras aptidões adquiridas e inocentes trapaças convenientes.

Sou muito além de um domínio raso e esporádico do Word e Excel ou mesmo MBAs, cursos de extensão ou de graduação.

Sou muito mais do que um endereço no cabeçalho. 

Sou muito mais que minha assinatura ao final desta folha.

Sou muito mais que a tentativa de convencer quem o lê.

 

Definitivamente eu não sou!

Não sou somente um apanhado de experiências vividas em um ambiente fechado de 8 às 17.

Não sou apenas um cara que estudou bastante para preencher esta folha até o final.

Não sou unicamente quem tem conhecimento de várias línguas que não vai usar no seu dia a dia de trabalho.

Não apenas mais um atrás de uma suposta segurança financeira que não existe e que da mesma forma me assemelha a um cachorro correndo atrás do próprio rabo.

 

Abusadamente eu peço…

Evite me solicitar trabalhos em grupo, por favor, é que tenho dificuldades em lidar com pessoas.

Não sou muito chegado em longas reuniões embora consiga disfarçar bem até o trigésimo minuto ou a primeira bocejada. 

Em compensação desejo “bom dia” em alguns dias da semana.

Às segundas nunca.

Sorrisos semi abertos na segunda-feira também estão fora de questão.

Não me peçam para usar palavras em inglês apenas para mostrar que estão fazendo algo importante.

Nada de workshop, briefing, coach, approach, CEO, deadline ou feedback…

 

Tem isso aqui também

Tenho uma dor de cabeça recorrente que aumenta com o número de vezes que sou interrompido pelo telefone.

Assim como uma vontade quase incontrolável de sair correndo toda vez que faltam 15 minutos para marcar o ponto de saída. 

Posso também deixar aqui registrado que já tive medo de escuro e mijava na cama quando mais novo?

Eu sei que não deveria colocar isso no meu currículo no entanto o coloquei por falta do que mais dizer.

Ultimamente tenho percebido que altero a ordem das letras quando digito.

Dislexia que chamam, né?

 

Meu maior defeito?

Ah! Eu, às sextas (e no dia do pagamento!) dou risadas muito estrondosas…

Uma qualidade?

Faço um café delicioso!

 

Foto em Visual Hunt.

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Fabio Pires é o cara risonho da foto. Eu sou quem assina boa parte dos textos aqui publicados e quem escolhe os assinados por outros escritores. Sou carioca, tenho um livro publicado e vários outros na cabeça, sou baixista de rock, ranzinza, ácido, formado em Letras, graduado em filosofia de botequim, escrevo poesia, mas não me acho poeta e desde 1976 venho tentando fazer a coisa certa, mesmo sem saber muito bem diferenciar o certo do errado.