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Minha retrospectiva de 2019

Minha retrospectiva de 2019

E que ano diferente. Pesado. Denso. Pode soar clichê, (sempre é quando se cita a possibilidade), mas parece que vivi 5 anos em 1. Eu sei que clichê também é escrever retrospectivas. Em minha defesa ano passado não a fiz, também porque foi um ano muito merda. Mas este ano merece uma. Neste ano fui

Tempo de leitura: 2 minutos

E que ano diferente. Pesado. Denso.

Pode soar clichê, (sempre é quando se cita a possibilidade), mas parece que vivi 5 anos em 1.
Eu sei que clichê também é escrever retrospectivas.
Em minha defesa ano passado não a fiz, também porque foi um ano muito merda.
Mas este ano merece uma.

Neste ano fui chamado de safado, comunista e fofoqueiro e em outros momentos de corajoso, amigo fiel e também de meu amor.
Ouvi: “Até que enfim!”, “Agora vai!” e “Já estava na hora!”, assim como: “Você vai se arrepender!”, “Até nunca mais” e “Você é louco!”.
Escolhi o que ouvir e o que ignorar.

Toquei e estudei contrabaixo com uma disciplina que poucas vezes tive.

Quando o sarrafo sobe a única saída é estudar. E estudar pra caralho.
Descobri que posso me divertir no palco e senti o que é estar no palco sem aporrinhações ou vibrações pesadas.
Me desafiei, me permiti e percebi que posso mais.

Fui censor e fui censurado.

Fui inconsequente e fui também equilibrado.

Fui pedra e fui vidraça.

Cortei laços, estreitei outros, defini aquilo que suporto e aquilo que não me serve mais.

Sabia de antemão o que queria por tolerar por muito tempo o que não desejava.
Simplifiquei minhas escolhas.
Por isso me afastei de muitos, me aproximei de outros e escolhi a dedo quem pode me acompanhar no segundo tempo do meu jogo.

E também por isso mantive distância daqueles que têm uma nuvem cinza em cima da cabeça.

Daqueles que exalam bílis e direcionam sua existência pelo ódio.
De peso basta este que insistentemente está há anos alojado em minha barriga.
De insegurança basta as que combato constantemente na terapia.
De tensão basta a que hoje controlo com medicamentos.

Entendi que ser inconveniente não me permite expor preconceitos.

E que escondê-los ou não falar neles não os faz desaparecer como em um encanto.
Descobri que gim tônica é bom pacas, acordar cedo não é tão ruim e viver em paz é possível.
Compreendi que ter gatos em casa energiza o ambiente e limpa pensamentos ruins.
E que o amor vem de onde menos se espera e que posso enxergá-lo mesmo no final de uma tempestade.

E que minha mãe tinha razão quando falava para eu tomar cuidado com quem andava.

Fabio Pires é o cara risonho da foto. Eu sou quem assina boa parte dos textos aqui publicados e quem escolhe os assinados por outros escritores. Sou carioca, tenho um livro publicado e vários outros na cabeça, sou baixista de rock, ranzinza, ácido, formado em Letras, graduado em filosofia de botequim, escrevo poesia, mas não me acho poeta e desde 1976 venho tentando fazer a coisa certa, mesmo sem saber muito bem diferenciar o certo do errado.

Fabio Pires
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Fabio Pires é o cara risonho da foto. Eu sou quem assina boa parte dos textos aqui publicados e quem escolhe os assinados por outros escritores. Sou carioca, tenho um livro publicado e vários outros na cabeça, sou baixista de rock, ranzinza, ácido, formado em Letras, graduado em filosofia de botequim, escrevo poesia, mas não me acho poeta e desde 1976 venho tentando fazer a coisa certa, mesmo sem saber muito bem diferenciar o certo do errado.