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Nadando em uma piscina de crianças

Nadando em uma piscina de crianças

As semanas posteriores ao final das Olimpíadas foram bem complicadas por isso só finalizei este texto hoje às 6 da manhã. Tenham paciência, amiguinhos.   Em tempos de Olimpíadas vi com frequência o uso do termo “pipocar” que através do dicionário quer dizer demonstrar medo ou acovardar-se. Sentir medo não deveria ser motivo algum de

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As semanas posteriores ao final das Olimpíadas foram bem complicadas por isso só finalizei este texto hoje às 6 da manhã.
Tenham paciência, amiguinhos.

 

Em tempos de Olimpíadas vi com frequência o uso do termo “pipocar” que através do dicionário quer dizer demonstrar medo ou acovardar-se.
Sentir medo não deveria ser motivo algum de vergonha ou mesmo um problema em si, caso fosse realmente identificado e isso se faz através de um trabalho psicológico sério e contínuo.
Muitos destes acusados de “pipoqueiros” sequer têm apoio financeiro ou mesmo psicológico para exercer seu esporte.


Sem falar que quando julgamos dessa maneira tiramos todo o mérito do adversário.
A este nada resta além da chance que é dada pelo pipoqueiro.
E caso ninguém pipocasse? Haveria um empate?
Sem mencionar que o atleta em si pode não estar em um dia bom, o que acontece em qualquer ambiente de trabalho ou da vida de qualquer pessoa.

Há alguma obrigação em vencer sempre?
Não pode mais errar?

 

O que parece é que estamos mais uma vez transferindo uma série de frustrações pessoais.

Em definições rasas e superficiais sobre algo (neste caso, esporte) que mal conhecemos ou acompanhamos.
Frustrações estas que já existiam antes da pandemia e provavelmente foram superlativadas neste período. E por favor, não me venham com mimimi.
E faço questão de reforçar o mimimi tão usado pela galera da piscina infantil, pois foi justamente isso que li quando perguntei se a seleção feminina de futebol (por exemplo) merecia uma análise tão cheia de buracos.

“Pipocaram. Ponto final. Quanto mimimi!
Elas já têm investimento há muitos anos (????) e sempre pipocam nas finais (????)”.

Vale lembrar que a masculina levou 14 edições para conquistar um ouro.
Foi prata em 3 vezes e bronze em duas.
Pipocaram também?
Mesmo com o tanto de apoio que o futebol masculino sempre recebeu?

 

“Pô! Não posso nem ter uma opinião?”

Lógico que pode, querida jujuba escarlate! Opinião é como cu, afinal todo mundo tem.
A questão talvez seja tomar cuidado para que consigamos diferenciar o que sai da boca e o que sai do cu, pois em alguns momentos fica impossível distinguir um do outro.

E assim cabe uma pergunta: Com o mesmo afinco que julga você gostaria de ser julgado?
Julgamento usualmente raso, sem profundidade e confortável.
Como em uma piscina de crianças.

Quem ataca detesta ser atacado e falo isso com conhecimento de causa.

 


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