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O estúpido, o canalha e o mal-intencionado por Wilson Roberto Vieira Ferreira

O estúpido, o canalha e o mal-intencionado por Wilson Roberto Vieira Ferreira

Enquanto a canalhice e a má intenção têm a ver com falha no caráter individual, a estupidez é muito mais perigosa, por ser um fenômeno coletivo, sócio psicológico.   O canalha é sempre um covarde, que busca sempre tirar a melhor vantagem pessoal do infortúnio coletivo ou do outro. Quanto à má intencionada, basta denunciá-la,

Tempo de Leitura: 2 minutos

Enquanto a canalhice e a má intenção têm a ver com falha no caráter individual, a estupidez é muito mais perigosa, por ser um fenômeno coletivo, sócio psicológico.

 

O canalha é sempre um covarde, que busca sempre tirar a melhor vantagem pessoal do infortúnio coletivo ou do outro. Quanto à má intencionada, basta denunciá-la, desmascará-la. O canalha e o mal-intencionado estão no campo da imoralidade: necessitam de máscaras, subterfúgios, uma sombra na qual possam se esconder e operar.

Porém, a estupidez se desloca para outro campo: o da amoralidade.
Estúpidos são orgulhosos da própria estupidez, porque têm a chancela do grupo, do coletivo.
Sabe que não estão sozinhos, e isso já é mais do que suficiente para ele.

Freud já expunha isso no texto “Psicologia de Massas e Análise do Ego”: mais do que a morte, o que o homem mais teme é a solidão. Os indivíduos nas massas permanecem unidos não pelo poder da hipnose do líder, como sugeriam antigos psicólogos como Gustave Le Bon.
Mas por “amor a eles”, aos outros que formam a massa ou o grupo. 

As redes sociais apenas exponenciaram esse funcionamento interno de cada um de nós desde que abandonamos as savanas da África há 50 mil anos. Só que de forma virtual, como farsa – agora são robôs alt-right que impulsionam hashtags, criando enxames e vieses cognitivos.
E, como sempre, o efeito de rebanho: oferecer aos usuários o atalho mental que desperta a nossa ancestralidade.

Umberto Eco tinha razão ao dizer que a Internet deu voz a uma “legião de imbecis”: as unanimidades virtuais acabaram criando a estupidez orgulhosa de si mesmo.
No caso brasileiro, o “tiozão do churrasco”: ele descobriu que suas bravatas, que no passado provocavam vergonha alheia a todos nos encontros familiares, viraram “lacração” nas redes sociais.
E que conseguiu eleger Bolsonaro, a melhor tradução política da estupidez orgulhosa de si mesma.

Por: Wilson Roberto Vieira Ferreira na página Cinegnose.


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