O horizonte, relógio e a pressa

O horizonte, relógio e a pressa

O horizonte e o relógio me mostram que estou sempre longe e sempre atrasado,

Todo dia e em todo lugar.

 

Sim, eu tenho pressa.

Meu tempo urge e depois dos 40 ele parece se mover mais rápido que o

habitual e parece fazer questão de enfatizar que estou na segunda metade do meu tempo aqui.

Pensando bem, afinal quanto tempo nos resta por aqui?

E usualmente esta questão me aparece nas várias horas que perco no

trânsito diariamente e inclusive nos preciosos momentos que vejo passar batido enquanto faço algo que não gosto.

Assim como em mais algumas outras situações que penso em como sair desse

círculo vicioso.

Da mesma forma que não consigo tomar uma decisão.

 

Sim, exalo pressa.

Não para me atropelar ou a quem quer que seja.

Não para trocar minhas convicções por conveniências tanto quanto para afastar

a naturalidade nos meus atos.

Esta pressa urgência e resume em observar o quanto de estrada deixei de olhar

pela janela e apreciar o trajeto.

Assim como o que ainda posso recuperar a partir do momento que tirar os antolhos.

 

Sim, bateu a urgência, soou o alarme.

Não me parece mesmo que estejamos aqui por sermos livres e da mesma forma observo que curiosa e teimosamente nos mantemos nesta posição.

Justamente por não sermos.

E hoje duvido que a maioria de nós saiba o que seja liberdade.

E além de não percebermos o que nos rodeia ainda, burramente estupidamente, brigamos para nos manter nesta situação.

Afinal nos manter girando nesta grande roda é mais seguro do que sair do casulo…

 

E aí lhe pergunto caro amigo:

♦Você já pensou em transformar este tempo todo em algo útil e memorável?

♦E em ser feliz produzindo aquilo que seja e represente o seu melhor?

♦E que tal transformar seu trabalho em algo prazeroso?

 

Eu penso nisso todo dia e consequentemente planejo um presente diferente todo dia e que agora com o passar dos anos eu já consigo observar que o horizonte, que é uma ilusão, se move fugindo de mim.

Assim como o relógio.

E a partir destas percepções eu concluo que ambos sempre fugiram de mim,

Um para frente e o outro para trás.

 

Foto por Free images.


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Fabio Pires é o cara risonho da foto. Eu sou quem assina boa parte dos textos aqui publicados e quem escolhe os assinados por outros escritores. Sou carioca, tenho um livro publicado e vários outros na cabeça, sou baixista da banda de rock Diabo Verde, ranzinza, ácido, formado em Letras, graduado em filosofia de botequim, escrevo poesia, mas não me acho poeta e desde 1976 venho tentando fazer a coisa certa, mesmo sem saber muito bem diferenciar o certo do errado.