Os cuidados que não tomamos ao julgar

Os cuidados que não tomamos ao julgar ou generalizar

 

 Tomemos muito cuidado ao julgar
Ou generalizar realidades que não conhecemos

 

Temos um hábito recorrente, perigoso e sem sentido de julgarmos todos e todas as situações sem ao menos observarmos vários fatores.
Sem ao menos nos aprofundar no assunto.
De tudo entendemos, mas nada queremos pesquisar, estudar, ou mesmo interpretar os vários textos sobre todo assunto recorrente e identificar os interesses por trás de cada um deles.
Temos pressa em julgar e determinar culpados sem pensar que muitas vezes cometemos o mesmo delito que estamos julgando e assim nos achamos juízes e donos de toda razão e de todo conhecimento. 
Sempre identificamos todo brasileiro como um potencial técnico de futebol, mas hoje já expandimos também para outras áreas.
Somos juízes que identificam culpados e designam penitências (da justiça do trabalho, penal e em qualquer outra!), somos também defensores de supostos “bons costumes” (que normalmente poucos seguem), ultimamente também conseguimos ser especialistas em arte (mesmo que não consigam determinar o que seja arte) e em muitas outras áreas destilamos nosso não conhecimento e pouco aprofundamento em quase tudo que nos cerca.

E para este “tudo” temos uma fórmula, uma poção mágica, perfeita, simples e que arrogantemente vemos como solução. 
E não nos atemos ao fato de que toda história tem no mínimo duas histórias embutidas, duas explicações e dois entendimentos.

Destilamos nossas frustrações defendendo pena de morte para quem não conhecemos, mas penas açucaradas para os amigos ou próximos.
Divulgamos nas mídias sociais perfis de supostos estupradores,ladrões ou pais que não pagam pensão sem ao menos nos certificar de que a história é de fato verdadeira.
Condenamos todo e qualquer político citado na Lava-Jato, mas logo depois votaremos neles…
Somos contradição e falta de conhecimento próprio.
Criamos nossas próprias leis baseadas no senso comum e nos pesos e medidas que nos convém.
Generalizar nos traz a simplicidade de um julgamento rápido e indolor. Daqueles que só afetam os que não podem se defender. 
Somos contradição em cima de mais contradição.
Criamos e nos habituamos ao nosso senso comum para nos sentir confortáveis com nossas próprias mentiras.
E de mentira em mentira vivemos as nossas verdades.

 


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