Toque secreto
Croniquetas e Papo furado

Toque secreto

Tempo de leitura: < 1 minuto
Quando uma canção tem um sentido completamente próprio.
Talvez cobrindo expectativas e anseios e que sua tradução passe a ser particular.
Um toque secreto, pessoal e intransferível

 

Sabe aquela música que não te diz nada em um momento?

Mas ela está lá martelando sua cabeça em outro?

E no fundo ela te reflete em um espelho e você passa a saber

Que é algo totalmente sem definição e sem caminho.

 

Detalhes que nem todos dão atenção.

E que para mim são toda a diferença, principalmente por não se tratar de uma balada bonitinha radiofônica e feita na medida para quem está na fossa.

Nem de uma simplória canção pop feita absolutamente para agradar audiências com pouca exigência e provavelmente me agrade por não ser exatamente como descrevi anteriormente.

Nem saberia identificar o porquê de me identificar tanto.

 

Talvez alguma nota me chame atenção, quem sabe seja o canto alto no refrão ou o fato notório de ser pulsante e viva.

Quem sabe seja o riff de guitarra que combinado com o baixo me deixe em alguns momentos sem sabe em qual prestar mais atenção.

Provável que seja o baixo marcado com o bumbo!

Mas quase ninguém presta atenção nisso.

Eu presto.

 

Assim como esta que não sai da minha cabeça e que sei que achou tantos outros.

Pois bem, tenho várias outras assim aqui dentro também.

Escondidas. Esperando o seu despertar. O seu momento. O seu chamado.

E esta de hoje me diz baixinho no ouvido:

“Nunca há amor sem dor. A vida é o poder que nos resta”.

Será?

 

Imagem Stock Vault.

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Apenas porque eu quero e nada mais
Croniquetas e Papo furado

Apenas porque eu quero e nada mais

Tempo de leitura: < 1 minuto
Este é mais um desabafo do que propriamente uma crônica, 
Apenas porque eu quero e portanto não vou procurar nenhuma outra explicação

 

Este é mais um desabafo em cima do que não pude escolher e que eventualmente ainda sou cobrado.

Características estas que muitas vezes nem tenho como mudar.

Assim como não entendo porque aspiraria mudar.

São elas que mostram que eu sou e que moldam minha personalidade e jeito de ser nestes anos todos.

E com elas convivo, afinal eu…

 

Não escolhi ser criado sem pai;

Não escolhi ser nanico baixo;

Não escolhi meu Anjo da guarda;

Nem escolhi ser estrábico;

Não escolhi ter pouca (ou nenhuma) paciência;

Não escolhi usar óculos;

Não escolhi ter poucos pelos;

Nem escolhi ter começado a trabalhar tão cedo;

Não escolhi nem o atual presidente ainda que esta tenha sido uma opção minha;

Não escolhi ser seletivo demais;

Não escolhi ser metódico;

Não escolhi ser observador como sou;

Não escolhi ser rancoroso;

Nem brigão ou reclamão tanto quanto sério demais com quem não tenho intimidade;

Não escolhi gostar mais de minha casa que da rua;

Nem escolhi ser como sou.

 

Porém, como uma espécie de birra juvenil, eu faço tudo aquilo que me disseram que eu não podia.

Ou que não conseguiria.

Ou que não seria capaz.

APENAS PORQUE EU QUERO E NADA MAIS.

 

Foto por Free images.

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A Volta do Palhaço
Croniquetas e Papo furado

A Volta do Palhaço

Tempo de leitura: < 1 minuto
Me sinto um palhaço na maior parte do tempo,
Um palhaço triste por se sentir assim, mas que se esforça para enxergar tudo isso de
FORA DO PICADEIRO

 

Voltei.

Pensar não ocupa espaço, mas em determinado momento senti necessidade de esvaziar um pouco este antiquado HD compartilhando ideias e questionamentos.

Quanto ao título do blog explico que é como tenho me sentido ao observar toda esta loucura instalada ao nosso redor.

Não que me ache acima do bem e do mal ou não faça parte dessa loucura.

 

Faço.

E bastante.

E sei que tenho parcela de responsabilidade nesta loucura.

 

Mas prefiro tentar observar isso tudo de fora, mesmo sabendo que dá muito trabalho, da mesma forma que me ajuda a enxergar tudo que contesto de ângulos diferentes.

E como consequência sistematicamente nos observo como uma eterna, ingrata e perceptível contradição.

 

Como em um circo em que muitas vezes o palhaço faz rir, mas não consegue rir.

O malabarista que nunca deixa seus aparelhos caírem, mas que muitas vezes não consegue ter equilíbrio algum em sua vida pessoal.

Ou mesmo os animais que estão presos num ambiente que não é o deles e ainda assim continuam movidos pela ração, pelo chicote, pelas correntes e por desconhecerem a força que têm.

Assim como nós.

 
 Foto por: J.Mikal Davis – Mimi the Clown.

 


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