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Na poesia é onde consigo mais dizer mesmo que em poucas palavras.
É o lugar onde me sinto bem e me esvazio.
É aqui na poesia que me permito dizer o que sinto e quem sou 
E hoje sinto que sou nada mais que uma piada velha

 

Para você, já fui o engraçadinho, o divertido e a eterna novidade

E hoje talvez não passe de uma velha piada sem decoro e sem verniz

Que dela se queira distância por ferir velhos paradigmas

E pouco produzam risadas autênticas.

 

Para você, já fui o essencial, o vital e por um momento o único.

E hoje longínquas lembranças estão guardadas no seu bolso de trás.

E delas se queira distanciar por desnudar novos defeitos.

 

Para você, já fui objetivo e objeto.

Alvo e intenção.

Lar e portão de embarque

E hoje talvez ainda seja o mesmo

Insistentemente esparramado no sofá,

Dono do controle remoto

E que se queira apenas apagar do quadro negro.

 

Imagem por: Dreamstime.


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Fabio Pires é o cara risonho da foto. Eu sou quem assina boa parte dos textos aqui publicados e quem escolhe os assinados por outros escritores. Sou carioca, tenho um livro publicado e vários outros na cabeça, sou baixista de rock, ranzinza, ácido, formado em Letras, graduado em filosofia de botequim, escrevo poesia, mas não me acho poeta e desde 1976 venho tentando fazer a coisa certa, mesmo sem saber muito bem diferenciar o certo do errado.

Fabio Pires é o cara risonho da foto. Eu sou quem assina boa parte dos textos aqui publicados e quem escolhe os assinados por outros escritores. Sou carioca, tenho um livro publicado e vários outros na cabeça, sou baixista de rock, ranzinza, ácido, formado em Letras, graduado em filosofia de botequim, escrevo poesia, mas não me acho poeta e desde 1976 venho tentando fazer a coisa certa, mesmo sem saber muito bem diferenciar o certo do errado.

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