Quanto menos alguém entende, mais quer discordar ou Surdos no bingo
Croniquetas e Papo furado

Quanto menos alguém entende, mais quer discordar ou Surdos no bingo

Tempo de leitura: 2 minutos
E você já se observou agindo assim?

 

E isso Galileu Galilei sofreu na pele.

Regidos desde sempre pela política da superficialidade, pelo raso e pela ânsia em regrar e

opinar sobre aquilo que não conhecemos na maioria das vezes em nome da religião e de

tudo que gira em torno deste negócio.

 

Em defesa de uma “verdade” vigente, única e indiscutível em determinada época

demonstramos medo e receio por novas possibilidades.

 

“O novo não desabona o atual, mas como lidamos com todas estas mudanças?”

 

E como consequência nos escoramos numa realidade antiquada, arcaica e remota, porém confortável.

E ainda hoje o que mais observamos são julgamentos e opiniões sobre aquilo que não

entendemos e muitas vezes nem procuramos nos informar.

Como dizia um antigo amigo, parecemos surdos no bingo.

 

Aquilo que desmonta as regras do momento e que nos tira do “mais do mesmo”,

embora nos faça evoluir ou ao menos dar mais um passo.

Compreendo e concordo que aquilo que seja percebido como “antigo” hoje não

necessariamente deva ser visto como descartável e nem por regra o “novo” é magnífico e

necessário, eu sei disso.

O que não conseguimos ainda compreender é que a  junção destas experiências nos

mostra caminhos mais curtos e inovadores.

 

Evolução.

Sim, a ainda renegada evolução.

Que em si é parte da junção daquilo já aprendido e colocado em prática com o que foi

imaginado e tratado como possibilidade.

 

Inovação.

Sim, a tão necessária e hoje solicitada inovação.

Que para ser inovador além de muito conhecimento sobre o assunto é também necessária

muita coragem para deixar de ser quem você foi.

Coragem em abandonar antigos paradigmas e caminhos para ser uma mera possibilidade.

 

Uma simples tentativa.

 

Um outro caminho, às vezes mais curto, em outras mais doloroso, como no caso de Galileu

e mesmo que de maneira ínfima nos passe a impressão de termos algum controle sobre

nossas vidas.

Ou de um caminho a seguir.

E aí finalmente compreendo na totalidade o sentido da frase

“A ignorância é uma benção”.

 

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Fabio Pires é o cara risonho da foto. Eu sou quem assina boa parte dos textos aqui publicados e quem escolhe os assinados por outros escritores. Sou carioca, tenho um livro publicado e vários outros na cabeça, sou baixista de rock, ranzinza, ácido, formado em Letras, graduado em filosofia de botequim, escrevo poesia, mas não me acho poeta e desde 1976 venho tentando fazer a coisa certa, mesmo sem saber muito bem diferenciar o certo do errado.

Fabio Pires é o cara risonho da foto. Eu sou quem assina boa parte dos textos aqui publicados e quem escolhe os assinados por outros escritores. Sou carioca, tenho um livro publicado e vários outros na cabeça, sou baixista de rock, ranzinza, ácido, formado em Letras, graduado em filosofia de botequim, escrevo poesia, mas não me acho poeta e desde 1976 venho tentando fazer a coisa certa, mesmo sem saber muito bem diferenciar o certo do errado.

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