Queria, quero e sempre quis

Queria, quero e sempre quis

 

Assumir derrotas de agora como vitórias em um futuro próximo é um dos passos que mais me apego
E como aprendizado não o deixo cair em desuso ou esquecimento

 

Queria me esvaziar de toda e qualquer preocupação, me despir de toda a vergonha, rodopiar nu em um dia de temporal na rua, gritando a plenos pulmões: “Eu me fodi!”, mesmo sabendo que perdas e ganhos se confundem no âmago da emoção e do momento.
Quero ser modesto, rotineiro e de traços grosseiros como A Arlesiana, figura de olhar entediado sem muito parecer saber a razão de posar para um pintor, parecendo acreditar que tinha pouco a oferecer em termos de inspiração.
Sempre quis imaginar como seria cultuar o silêncio e a tranquilidade numa Avenida Presidente Vargas vazia e abandonada às 17 horas de uma sexta-feira. 
 

Imagem do site: libertacaoconsciente.com


Queria entender o ato de sofrer como uma passagem necessária para entender o que fiz de errado e o que posso fazer para corrigir.
Quero amar o que acho no espelho toda manhã.
Mesmo me achando o mesmo cara todos os dias.
Ainda que saiba que mudo um pouco todos os dias.
Sempre quis compreender que por uns tempos ficar comigo mesmo não implicaria em discórdias e desconfianças e que ninguém pode gostar de mim mais do que eu mesmo.

 

Queria, quero e sempre quis me achar dentre os muitos que habitam comigo.
Mas, por enquanto, tenho a mim.
E basta.

 


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