Sem desculpas esfarrapadas
Croniquetas e Papo furado

Sem desculpas esfarrapadas

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Perdoem-me, mas ontem não tive a menor condição de escrever por aqui

 

Me dei ao luxo de uma folga no primeiro dia do ano de 2018 por pura preguiça.

Assim como pela ressaca e sono também.

Já hoje, dia 2 de janeiro, ainda leio mensagens tipo: “Que o ano de 2018 seja assim, que seja assado”, “Que este ano novo seja maravilhoso” ou mesmo aquele antigo “Este ano vai!”.

Sei que a esperança sempre se renova quando o ano muda e que esta esperança é o que apazígua parte das nossas frustrações.

Eu entendo.

O que não compreendo é que, na maioria dos casos, ainda não tenhamos percebido que toda mudança parte de dentro.

A partir de nossos hábitos.

A partir do que pensamos.

A partir do que projetamos.

Assim sendo não temos como terceirizar esta responsabilidade.

Colocar a responsabilidade de qualquer espécie de melhora em fatores externos, como a simples passagem de um ano, para qualquer efetividade de mudança em nossas vidas é de uma covardia sem explicação.

E o raciocínio é bem simples, assim como o padrão ação e reação.

Se você não fizer nada de diferente do que vem fazendo, em nada este ano vai ser diferente do anterior.

Se você está insatisfeito com seu rumo tenha coragem e o mude.

Nisso cabe a pergunta que você pode fazer para você mesmo, baixinho pra ninguém ouvir:

O que eu tenho feito de diferente para que este ano seja diferente?

Já é mais que hora de nos tornarmos protagonistas de nossa própria existência e parar de procurar por desculpas.

Eu mesmo preciso me lembrar disso o tempo todo.

Que nós consigamos transformar nossas vidas a partir de 2018.

De dentro para fora.

Sem desculpas esfarrapadas.

 


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Fabio Pires é o cara risonho da foto. Eu sou quem assina boa parte dos textos aqui publicados e quem escolhe os assinados por outros escritores. Sou carioca, tenho um livro publicado e vários outros na cabeça, sou baixista de rock, ranzinza, ácido, formado em Letras, graduado em filosofia de botequim, escrevo poesia, mas não me acho poeta e desde 1976 venho tentando fazer a coisa certa, mesmo sem saber muito bem diferenciar o certo do errado.

Fabio Pires é o cara risonho da foto. Eu sou quem assina boa parte dos textos aqui publicados e quem escolhe os assinados por outros escritores. Sou carioca, tenho um livro publicado e vários outros na cabeça, sou baixista de rock, ranzinza, ácido, formado em Letras, graduado em filosofia de botequim, escrevo poesia, mas não me acho poeta e desde 1976 venho tentando fazer a coisa certa, mesmo sem saber muito bem diferenciar o certo do errado.

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