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Aquela primeira tinha pelos de cachorro espalhados pela roupa.
E uma latente falta de humor.
Além de asas que não conseguia abrir,
Pois estavam abandonadas no fundo do armário.

 

Já aquela outra não tinha aquele aroma de futuro que tanto procuro.
Por viver entre urubus até que durou bastante,
Nem o futum de carniça eu percebi.
Onde estava que nem eu mesmo sei?

 

Uma mais antiga tinha a cruz como destino.
Só não sabia se seria carregando ou sendo crucificada.
Nem rezando todos os terços que eu tinha em mãos
A castidade foi driblada.

 

Também teve outra de quem praticamente fugi.
Entrei pelos limites de um estado vizinho,
Entorpecido por vinho barato e estradas sinuosas.
E saí corrido e correndo.

 

Teve também a alcoólatra solitária,
Que com a fofoqueira de janela
E a macumbeira insensível não me levaram a lugar algum.
Destas pulei rapidamente como se pula de um navio afundando.

 

Teve a que não me dizia nada
E só estava ali para ocupar tempo e espaço.
Mas aí terminou como as histórias acima.
No ponto final.

 


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Fabio Pires é o cara risonho da foto. Eu sou quem assina boa parte dos textos aqui publicados e quem escolhe os assinados por outros escritores. Sou carioca, tenho um livro publicado e vários outros na cabeça, sou baixista de rock, ranzinza, ácido, formado em Letras, graduado em filosofia de botequim, escrevo poesia, mas não me acho poeta e desde 1976 venho tentando fazer a coisa certa, mesmo sem saber muito bem diferenciar o certo do errado.

Fabio Pires é o cara risonho da foto. Eu sou quem assina boa parte dos textos aqui publicados e quem escolhe os assinados por outros escritores. Sou carioca, tenho um livro publicado e vários outros na cabeça, sou baixista de rock, ranzinza, ácido, formado em Letras, graduado em filosofia de botequim, escrevo poesia, mas não me acho poeta e desde 1976 venho tentando fazer a coisa certa, mesmo sem saber muito bem diferenciar o certo do errado.

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